SAS prepara oferta de cloud para abril no mercado brasileiro

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Antes tarde do que nunca, o SAS, empresa de Analytics, tem no forno finalmente uma linha de ofertas de cloud para o mercado brasileiro. Apesar de não ser novidade em outras partes do mundo [mais de 70 países] agora é a vez de a companhia acenar por aqui com a nova linha SAS Cloud Analytics em três frentes: Software como Serviço (SaaS), Infraestrutura como Serviço (IaaS) e, uma novidade: Resultados como Serviço, o RaaS.

Mas por que somente agora clientes e prospects em solo nacional poderão desfrutar da nuvem SAS? Marvio Portela, head de Vendas e Pré-vendas do SAS Brasil e responsável por Cloud Analytics para a América Latina responde: “Não queríamos lançar cloud no Brasil sem um data center local. Agora, temos um parceiro nacional e poderemos oferecer cloud”.

Sem revelar qual data center foi escolhido para viabilizar a oferta de cloud no País, Portela descreve os novos produtos. Segundo ele, o IaaS, terá oferta tradicional de infraestrutura, e o SaaS dará o pontapé inicial com produtos como o Visual Analytics (que contabiliza cerca de 14 mil licenças globalmente) e o Customer Intelligence, seguindo modelo praticado em outros mercados com sucesso.

Já o RaaS, Resultados como Serviço, é uma criação do SAS, que além de oferecer infraestrutura também contará com uma equipe de profissionais capazes de ajudar os clientes não somente na resolução de possíveis problemas com tecnologia, mas de tirar dúvidas e até sugerir opções. Essa exclusividade já é oferecida no Canadá, EUA e Inglaterra.

Para costurar toda essa movimentação, o SAS irá fortalecer seu programa de canais com novas parcerias. As regiões Sul e Centro-Oeste, além dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro ganharão as atenções da companhia, com foco no desenvolvimento de novos negócios e capacitação de revendas.

“Até o final deste ano, vamos dobrar o número de revendas, totalizando cerca de 40. Nossa expectativa é que nossos canais sejam responsáveis por 30% de todas as vendas do SAS no Brasil em 2016”, diz Conrado Leister, presidente do SAS Brasil e Cone Sul, que assumiu o cargo em setembro do ano passado.

Mas Portela alerta para o fato de que a companhia quer ganhar capilaridade aditivando o número de parceiros, contudo sem perder o diferencial do conhecimento. Em especial porque o objetivo também é conquistar mercados que ainda não dominou como travel & transportation, real state, educação, serviços e varejo. “Vamos reforçar a qualificação com treinamentos específicos, com certificações”, ressalta.

Um reforço importante é a chegada da Arrow, distribuidora global de soluções corporativa de TI, estendendo o acordo global com o SAS para a subsidiária brasileira. Dessa forma, o portfólio SAS será distribuído em todo o território brasileiro. Além disso, a Arrow também irá gerenciar novos parceiros e dar suporte às revendas quando necessário. “Fortalecendo também as ofertas de cloud em todo o País”, acrescenta Leister.

Nessa toada, produtos lançados em 2015 ganharão músculos. Um deles é o SAS Cybersecurity, que permite que clientes detectem atividades de invasores em tempo real, e o SAS Event Stream Processing, que possibilita a análise de milhões de eventos por segundo.

Receita recorde em um ano difícil

O SAS completa 40 anos de mercado em 2016, comemorando a receita recorde de US$ 3.16 bilhões em 2015, um ano mundialmente difícil no cenário econômico. A empresa cresceu 2,3% (dólares americanos) em relação ao ano de 2014. Somente com novas vendas de software, o aumento foi de 8%.

“Foram 40 anos consecutivos de crescimento de receita”, destaca Leister. “Risco, Fraude e Security Intelligence foram os maiores responsáveis pela obtenção desse resultado.”

No Brasil, a companhia totaliza 20 anos e também tem boas histórias para contar. “Estamos em primeiro lugar na América Latina e no ranking global integramos o Top 10 – mesmo com a desvalorização da nossa moeda”, pontua o presidente do SAS Brasil.

Em 2015, as soluções de Risco apresentaram aumento de nada menos do que 234% em vendas (nos países da AL) e a área de Customer Intelligence dobrou de receita em 2015. Além disso, foram conquistados 37 novos clientes, representando aumento de 42% em relação a 2014. A renovação de contratos da subsidiária brasileira registrou incremento de 16%, comparado ao obtido no ano passado. “Em 2016 vamos continuar crescendo em Serviços Financeiros, Telecomunicações e Governo”, aposta Leister.


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