Sistema indisponível custa às empresas US$ 16 milhões por ano, mostra pesquisa

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A 5ª edição do “Relatório de Disponibilidade” da Veeam Software, provedora de soluções de disponibilidade, mostra que 84% dos tomadores de decisão sênior no mundo admitem sofrer uma “lacuna de disponibilidade” – intervalo entre o que a TI pode entregar e o que os usuários demandam. Isso custa aos negócios até US$ 16 milhões por ano em produtividade e receitas perdidas, além de causar impacto negativo na confiança do cliente e na integridade da marca (segundo 68% e 62% dos respondentes, respectivamente).

A pesquisa, conduzida pela Vanson Bourne, com 1.140 tomadores de decisão sênior de TI de grandes empresas de mais de 24 países, incluindo o Brasil, aponta que esse número cresceu impressionantes US$ 6 milhões em 12 meses, apesar de quase todos os respondentes terem dito que implementaram medidas mais severas para reduzir incidentes de disponibilidade e que 48% de todas as cargas de trabalho são consideradas de missão crítica (com aumento para 53% até 2017).

A necessidade de entregar acesso 24/7 a dados e aplicações nunca foi tão importante. Isso em razão do número da população conectada no mundo elevado para níveis recordes no ano passado (3,4 bilhões ou cerca de 42% do globo) e previsões de que haverá quase 21 bilhões de dispositivos conectados até o fim de 2020.

Entretanto, segundo a pesquisa, parece que as empresas não receberam a mensagem, apesar de que mais de dois terços dos respondentes afirmarem ter investido bastante na modernização do data center, especificamente para aumentar os níveis de disponibilidade.

“Quando você fala com mais de mil tomadores de decisão sênior, espera que haverá alguns que ainda estão lutando para atender às necessidades da Empresa Always-On – a empresa que opera 24/7/365, mas essas descobertas são alarmantes”, declarou Ratmir Timashev, CEO da Veeam.

A disponibilidade contínua é fundamental. Entretanto, nos 12 meses desde o nosso último estudo, o número de paradas anuais que não são planejadas aumentou (de 13 para 15) e elas também estão durando mais e demorando muito mais tempo para serem recuperadas. Na economia de hoje, onde a velocidade e confiabilidade são imperativas, isso é inaceitável. Se essa tendência continuar, eu temo pelas empresas entrevistadas”, alerta Timashev.

Alguns destaques do relatório:

  • Como resultado, o custo médio anual estimado da parada para as empresas pode chegar a US$ 16 milhões. Esse é um aumento de US$ 6 milhões em relação à média de 2014.
  • O custo médio por hora da parada para uma aplicação de missão crítica chega a pouco menos de US$ 80 mil. O custo médio por hora em perda de dados resultante de paradas para uma aplicação de missão crítica chega a pouco menos de US$ 90 mil. Quando se trata de aplicações que não são de missão crítica, o custo médio por hora é acima de US$ 50 mil em ambos os casos.
  • A perda de confiança do cliente (68%), danos à marca da organização (62%), e perda da confiança do funcionário (51%) foram os três resultados ‘não financeiros’ mais citados da fraca disponibilidade.
  • Ao modernizar seus data centers, recuperação em alta velocidade (59%) e a evasão de perda de dados (57%) são as duas capacidades mais procuradas; entretanto, o custo e a falta de habilidades está inibindo esse desenvolvimento.
  • As organizações aumentaram seus requisitos de nível de serviço para minimizar as paradas de aplicações (96% das organizações aumentaram os requisitos) ou para garantir acesso a dados (94%) até certo ponto nos últimos dois anos, mas a Lacuna de Disponibilidade ainda permanece.
  • Apenas um pouco menos da metade dos backups são testados em uma base mensal, ou ainda com menos frequência. Lacunas grandes entre os testes aumentam a chance de problemas serem encontrados quando os dados precisam ser recuperados – quando então pode ser muito tarde para essas empresas. E daquelas que realmente testam seus backups, somente 26% testam mais do que 5% dos seus backups.

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