Entrevista da Semana: “A economia brasileira será retomada. Quem estiver melhor preparado sairá à frente”, diz CEO da T-Systems no Brasil

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O otimismo de Ideval Munhoz, CEO da T-Systems no Brasil, tem fundamento. A provedora alemã de soluções e serviços de TI, integrante do grupo Deutsche Telekom, contabilizou crescimento da unidade brasileira de 30% em contas locais em 2015, apesar do turbulento cenário político-econômico.

Tem de comemorar o executivo, apoiado na perspectiva do braço sob seu comando tornar-se a operação com a mais elevada taxa de crescimento local da empresa em todo o mundo. “Hoje, somos a principal operação das Américas”, gaba-se com a confiança de quem dirige uma subsidiária que está presente em solo nacional desde 2001, somando 12 escritórios e quatro data centers, conduzidos por mais de 2 mil colaboradores.

Diferentemente de muitos que choram sobre a economia derramada, Munhoz acredita que este é o momento ideal de investir e encarar a baixa demanda como uma oportunidade de olhar com mais cuidado para dentro do negócio e se reinventar.

“Quando o mercado está aquecido, quem para e avalia o negócio, as perspectivas, novos caminhos? Não há tempo para isso porque a prioridade é atender à demanda frenética. Por isso, agora é o momemto de parar e repensar as estratégias”, diz, afirmando que as empresas estão sim apostando em uma virada. “Nossa economia vai retomar e quanto mais preparadas estiverem, mais chances de sair à frente”, dispara.

A indústria de TI é uma das únicas que não apresentam sinais de desaceleração, alfineta Munhoz.  Isso porque, em sua observação, a vantagem da tecnologia da informação e que ela está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. “Somos dependentes dela e esse cenário não deve mudar. As novas experiências para usuários e clientes passam antes pela tecnologia.”

E mais do que isso, ele faz coro com a maioria dos empresários que, há muito, busca maior eficiência por meio da tecnologia. “É o que está e estará na pauta de todas as indústrias”, reitera.

E apesar de não vislumbrar uma potencial desaceleração em um futuro próximo, Munhoz sabe que o orçamento em muitos setores está ficando mais apertado, mas, por outro lado, para rentabilizar o negócio, a saída é ter diferenciais e esses somente são conquistados hoje por meio da eficiência associada à digitalização da economia.

“Nossa estimativa de crescimento para 2016 está entre 15% e 20%, podendo ser mais em razão de algumas medidas que o governo tome daqui para frente”, diz. E a carta na manga, prossegue Munhoz, para alcançar esse objetivo é a certeza de ter em mãos a melhor solução de cloud do mercado. Isso porque, segundo ele, essa oferta está nas prateleiras com o selo da T-Systems há mais de sete anos, aqui e fora do País.  “É uma solução madura, que ganhou grande destaque, protagonizando a era digital, a mobilidade e a integração.”

Sendo assim, o carro-chefe, hoje, são as soluções em cloud. “Somos um dos principais fornecedores de plataforma cloud do mundo simplesmente porque ela oferece uma infinidade de opções e soluções de como conectar o que é preciso para beneficiar cada tipo de negócio”, diz.

E alerta: “Ingressar na digitalização é impossível sem uma plataforma que favoreça toda a estrutura digital. Quando você pensa em digitalização, tem de contemplar uma estrutura dinâmica, capaz de conectar nela tudo o que é necessário para gerar o benefício de que o negócio precisa”.

E prossegue: “Nossa plataforma cloud suporta hoje clientes globais locais, soluções voltadas à conversão de todos os aplicativos dos seus negócios”, reforça. Além disso, ele destaca, a empresa ajuda na migração de uma plataforma não cloud para uma cloud. “E para isso damos o título de Cloud Fire”.

O que a T-Systems propõe? Uma solução de ponta a ponta… responde. “Eu desenho o modelo de negócio, implemento o SAP, faço o hosting em plataforma cloud, sustento toda a operação e depois de passado o período de implementação, implemento várias outras soluções.” Ufa!

De sua inesgotável manga, Munhoz vai tirando mais cartas. Outra quente é a Hana Fiori. “É o coração da solução da SAP, então proporcionamos mais escalabilidade e flexibilidade na hora de montar a solução, e fazemos todo o hosting da solução na nossa plataforma.”

O executivo diz que a empresa proporciona ao cliente acompanhar desde o processo de desenho de uma solução, todo o rastreamento de um produto, do início ao fim. “Não só da produção do produto, mas a movimentação dele do ponto A para o ponto B e rastreamos todas as etapas do processo. Em que fase do processo produtivo ele está. Se eu sou o gerente de produção, é possível rastrear todos os passos… até a fase de embalagem e distribuição”, garante.

Mas já não existem empresas que constroem essa aplicação? “Sim, mas a integração de ponta a ponta não é algo comum”, rebate. “Como temos um portfólio amplo, não somente em infraestrutura, como aplicações….toda essa integração nos dá uma vantagem competitiva enorme, pois temos muitos fornecedores.”

Ter flexibilidade é uma vantagem importante, suspira Munhoz, certo de que por isso mesmo viabiliza qualquer negócio: “Absorver o legado ou transformá-lo em uma nova plataforma é com a gente. A hora é essa!”.


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