Maior parte dos dados corporativos armazenados está no escuro, mostra estudo

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É o que aponta o Relatório Global Databerg, da Veritas Technologies, empresa global de gerenciamento da informação, conduzido pela Vanson Bourne, com mais de 2,5 mil tomadores de decisão de TI de 22 países. A pesquisa aponta que hoje 52% de toda informação armazenada e processada pelas organizações ao redor do mundo é considerada “dado escuro”, cujo valor é desconhecido.

Além disso, outros 33% dos dados corporativos são considerados redundantes, obsoletos ou triviais (ROT) e são conhecidos por serem inúteis. O estudo avalia que se deixados indomados, esses dados “escuros” e ROT corporativos vão custar, desnecessariamente, para as organizações por volta de US$ 3,3 trilhões para serem gerenciados até o ano de 2020.

O relatório revela que líderes de TI consideram que somente 15% de todos os dados corporativos armazenados podem ser considerados como informações organizacionais críticas. Para uma organização de médio porte guardando 1000 TB de dados, o custo para armazenar as informações que não são críticas está estimado em mais de US$ 650 mil anualmente.

“Entender e reconhecer que a cultura de acumular dados existe é o primeiro passo para abordar o problema”, afirma Marcos Tadeu, gerente de Engenharia da Veritas Brasil.

Ele acrescenta que enquanto os números no Brasil são melhores que na maioria de outros países ao redor do mundo, ainda existe a necessidade de tomar o controle de seu Databerg e identificar o valor do negócio e risco.

“Hoje, 22% das organizações brasileiras fazem essa identificação, a terceira maior taxa global. Os dados precisam ser classificados com base em uma política de retenção de dados de uma organização, e há uma crescente demanda por uma jornada de informação eficaz a ser implementada para dados escuros”, diz.

No Brasil e no mundo

Ao redor do mundo, o Relatório Global Databerg descobriu que, em média, 52% de todo o armazenamento de dados são escuros. Os dados escuros podem ser tanto redundantes, obsoletos ou triviais (ROT) como também dados corporativos limpos e valiosos. Os piores transgressores de dados escuros são da Alemanha, Canadá e Austrália com, respectivamente, 66%, 64% e 62% dos seus dados armazenados definidos como escuros.

A taxa de 47% do Brasil é um dos percentuais mais baixos de todo o mundo. Os EUA estão em uma posição média com 54% de dados desconhecidos. Além de 22% do Brasil, a maior proporção de dados limpos e dados críticos de negócios identificados foram encontrados na China (25% limpos) e Israel (24% limpos). Mas isso ainda significa que mais que 75% de todos os dados que eles estão armazenando são escuros ou não tem valor para o negócio.


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