Estudo: somente 42% das mulheres na AL possuem smartphones

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Em um relatório preparado especialmente para o dia internacional da mulher (8 de março), a Ericsson, por meio de sua área ConsumerLab, analisou diversos estudos que possuem em sua base mulheres e tecnologia, representando o ponto de vista de 189 milhões de homens e mulheres na América Latina.

O relatório se concentra na igualdade de gêneros, principalmente no que diz respeito ao uso da internet.

O Ericsson ConsumerLab, que estuda o comportamento do usuário, entrevistou participantes de vários grupos de idade e estado civil em seis países da América Latina (Argentina, Brasil, Bolívia, Uruguai, México e El Salvador). Os resultados mostram que 54% das mulheres que trabalham desejam fazer uma distinção evidente entre a vida pessoal e a profissional. Elas também estão mais preocupadas em atingir um status social mais alto em comparação às mulheres que não trabalham.

Atualmente, nos países em que a Ericsson conduziu o estudo, as mulheres não são as maiores utilizadoras de dispositivos, serviços digitais e internet. Somente 42% das mulheres possuem smartphones em relação a 47% dos homens e 15% das mulheres possuem tablets, enquanto que os homens são responsáveis por um total de 19%.

A diferença também aparece na intenção de compra em que 31% das mulheres e 38% dos homens afirmam ter vontade de comprar um novo smartphone nos próximos 12 meses.

“Notamos que no Brasil esta diferença no uso de smartphones está diminuindo cada vez mais, principalmente nos grupos mais jovens. Por exemplo, em 2010, somente 4% das mulheres de 15 a 20 anos utilizavam um smartphone, comparado a 12% de homens. No entanto, em 2014, o uso aumentou para 62% tanto homens quanto mulheres nessa faixa etária”, afirma Diana Moya, diretora do Ericsson ConsumerLab para América Latina e Caribe.

A análise também observa diferenças entre atividades móveis diárias de mulheres em diferentes idades, estado civil (solteiras x casadas) e donas de casa x profissionais do mercado.

Mulheres mais novas usam mais dispositivos e, portanto, têm mais conhecimento em tecnologia: 33% das mulheres solteiras gastam mais do que três horas na internet em casa comparadas a 22% das mulheres casadas. Por fim, donas de casa gastam mais tempo com transmissão de música, mas as mulheres que estão no mercado de trabalho lideram o uso diário de serviços de internet que vão além do entretenimento.

O tema global do dia internacional da mulher de 2016 é o #pledgeforparity (#compromissocomaigualdade). Segundo a Ericsson, a questão do gênero aparece como um diferenciador quanto aos fatores de uso de dispositivos e tipos de hábito online. Há evidências de que aqueles que possuem mais dispositivos têm maior conhecimento tecnológico e, portanto, possuem melhor acesso a vários serviços – o que pode tornar a vida muito mais fácil.


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