NEC vai ligar Angola ao Brasil por cabos submarinos. Custo estimado é de US$ 160 milhões

EmpresasNegóciosProjetos
0 2 Sem Comentários

A NEC e a Angola Cables, operadora de telecomunicações angolana, anunciaram a entrada em vigor do contrato de construção do South Atlantic Cable System (SACS), o primeiro sistema de cabos submarinos de fibra óptica no hemisfério sul, a ligar a África e a América do Sul. Está previsto que o SACS entre ao serviço em meados de 2018.

O SACS, projeto da Angola Cables e NEC,  vai ligar Luanda, em Angola, a Fortaleza, no Brasil. Assim, pela primeira vez o continente Africano estará interligado à América Latina, percorrendo mais de 6.200 km ao longo do Atlântico Sul e permitindo uma larga capacidade de transmissão internacional de dados a grande velocidade. A partir de Fortaleza, o SACS pode ser ligado a outro sistema de cabos que se estende a Miami, na Flórida, possibilitando uma ligação direta entre África e os EUA.

Para fornecer o sistema de telecomunicações submarino, o SACS contará com as mais recentes tecnologias ópticas, aliadas a uma camada de controle baseada em tecnologia Software-Defined Networking (SDN) para endereçar os requisitos das atuais aplicações em termos de largura de banda. O SACS terá uma capacidade inicial projetada de 40Tpbs (100Gbps x 100 comprimentos de onda x 4 pares de fibra).

“O nosso principal objetivo é melhorar a qualidade das comunicações entre África e as Américas, criando uma rota totalmente nova no hemisfério sul, disponibilizando ofertas de produtos que atendam aos atuais e futuros requisitos de dados na região”, afirmou Antônio Nunes, CEO da Angola Cables.

Ele acrescenta que o SACS será construído utilizando tecnologia de ponta de 100G-coherent, para uma transmissão fiável e de baixa latência, mesmo perante os mais exigentes requisitos de largura de banda e conetividade direta entre centros de dados através do Atlântico.

O projeto da NEC e Angola Cable tem um custo estimado de US$ 160 milhões  e será parcialmente cofinanciado pelo Japan Bank for International Cooperation (JBIC) e pela Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC) com o apoio da Nippon Export and Investment Insurance (NEXI), por meio do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA).


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor