“Não compactuamos com regulação que iniba inovação tão necessária no País”, diz CEO da Cabify para AL

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A empresa espanhola de mobilidade urbana Cabify divulga que tem em seus princípios e valores a preocupação em operar em linha com as regulamentações vigentes em cada país. Segundo ela, seu objetivo é oferecer um serviço de qualidade que se alinhe a todos os regulamentos e, por isso, busca uma regulação equitativa para todos os operadores.

Representada por Ricardo Weder, CEO América Latina da Cabify, a empresa diz ter como meta reduzir a frota de veículos atual circulando na cidade e ajudar a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. “Por isto, nosso intuito é incentivar que a regulamentação seja feita de uma forma totalmente focada nos benefícios da população”, afirma Weder.

Segundo ele, o anúncio do decreto que define os serviços de mobilidade na cidade de São Paulo é muito importante para a empresa, uma vez que reflete seu posicionamento proativo junto ao governo de São Paulo para auxiliá-los na viabilização de tal regulamentação.

“Estamos otimistas com o progresso conquistado até agora, uma vez que serão beneficiadas tanto as companhias que operarem na cidade quanto à população paulistana (parceiros e usuários). No entanto, ainda há ajustes que observamos necessários na regulamentação para favorecer a livre concorrência entre todos os players que trabalham com mobilidade”, ressalta.

Para a Cabify, o decreto tem pontos positivos e negativos. Ele traz maior transparência na forma de atuação dos diversos agentes que já operam ou querem operar neste setor, além da maior formalidade dessa atividade na cidade de São Paulo.

Outro benefício é o uso da renda gerada pelos quilômetros rodados para o investimento na melhoria da mobilidade urbana do município. Esses fatores, segundo a empresa, casam com a proposta da companhia de sempre favorecer na melhoria da mobilidade.

Em contrapartida, ainda há a escassez de informações mais claras sobre o cálculo dos custos por quilômetro e também a falta de limite de compra de quilômetros por empresas, prossegue a empresa.

“Por exemplo, sem um limite, um agente pode ter compra da maior porção de quilômetros do mercado e isso pode favorecer o monopólio e competição desleal dentro do mesmo, já que apenas uma empresa estaria inflando os preços e controlando a maioria deles. Portanto, analisar esses detalhes e realizar os possíveis ajustes no funcionamento do decreto podem favorecer a competitividade de forma positiva dentro deste mercado”, explica Weder.

Defendemos a regulamentação por trazer maior formalidade nesta forma de trabalho. Este é um marco para a mudança de padrões culturais em um setor que há muito tempo não sofria mudanças. Ela mostra um avanço legal e governamental dentro de uma necessidade que já existe dentro das sociedades por soluções como as da Cabify. Além de favorecer o trabalho de agentes como a Cabify, ele também traz uma solução que auxilia e melhora as oportunidades profissionais para autônomos e em benefícios na mobilidade urbana.

“Temos como objetivo entrar no mercado brasileiro e continuar incentivando uma regulamentação justa e igualitária para os cidadãos, que permita expandir a nossa presença nas principais cidades do País. Vale salientar que temos muito claro que não compactuamos com uma regulação que iniba a inovação tão necessária no País. Nosso foco está na qualidade dos parceiros (motoristas) com a maximização da renda deles, tanto pelos preços por quilômetros cobrados e também no número de parceiros na base. Em nossa operação buscamos qualidade e satisfação de nossos parceiros que resulta em um serviço de excelência para o usuário”, finaliza.

 


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