Nove em cada 10 empresas no Brasil sofrem violações de cibersegurança

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É o que atesta o estudo realizado com mais de 1,5 mil executivos em 12 países, incluindo Brasil, pela empresa de segurança da informação CompTIA, associação do setor de TI. Ele mostra ainda que erros humanos são os que mais contribuem para o risco à segurança.

Nove em cada dez organizações no Brasil foram atingidas por, pelo menos, uma violação de segurança no ano passado, sendo que a maioria delas foi classificada como grave, de acordo com o novo relatório divulgado pela CompTIA.

O relatório Tendências Internacionais em Segurança Cibernética também revela que as organizações estão alterando as práticas e políticas de segurança devido à maior dependência da computação em nuvem e soluções de tecnologia móvel.

Na pesquisa, 73% das organizações relataram alguma brecha no ano passado. Na comparação com os demais países pesquisados, o Brasil ficou entre os mais vulneráveis a riscos de segurança.

“Apenas 13% das empresas brasileiras afirmaram não ter tido qualquer tipo de experiência com violação de segurança”, destacou a executiva de Negócios da CompTIA, Tatiana Falcão.

“Nossa pesquisa também constatou que 90% das empresas brasileiras esperam que cibersegurança torne-se uma prioridade mais elevada ao longo dos próximos dois anos”, destaca a executiva.

No Brasil, 87% das organizações disseram que experimentaram pelo menos uma violação de segurança cibernética ou incidente nos últimos 12 meses. Oitenta e um por cento das empresas brasileiras relatam violações de segurança cibernética relacionadas a dispositivos móveis, tais como dispositivos perdidos, malware móvel e ataques de phishing, além da desativação dos recursos de segurança pelos funcionários.

Os erros humanos são os que mais causam riscos à segurança cibernética com 58%, contra 42% de erros tecnológicos. Mudanças nas operações de TI, quer devido a uma maior dependência da tecnologia móvel, pelo uso de soluções baseadas em nuvem ou por algum outro fator, são os principais caminhos para alterar as abordagens à segurança cibernética, de acordo com as empresas brasileiras pesquisadas para o relatório.


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