TIM amarga queda de 60% no lucro no 1º trimestre de 2016

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A TIM, operadora de telefonia móvel, divulgou em conferência os resultados financeiros do 1º trimestre deste ano, considerado por seus executivos como um período bastante difícil, em razão do cenário composto por uma economia turbulenta. A avaliação está refletida na queda de nada menos do que 60% nos lucros da operadora, comparados aos resultados no mesmo período de 2015.

A divulgação dos resultados acontece quase juntamente com o anúncio, por meio de “fato relevante” da operadora ontem (11), da saída do executivo Rodrigo Abreu da presidência no Brasil, dando o lugar ao italiano Stefano De Angelis.

Em meio à reestruturação da companhia, a notícia é de que o lucro líquido recuou neste primeiro trimestre 59,7%, totalizando R$ 127,9 milhões, e o Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] foi de R$ 1,12 bilhão, registrando queda de 16,6%, comparada ao mesmo período do ano anterior.

A base de clientes também sofreu queda (11,2%), embora a operadora tenha registrado aumento de 4,1% de clientes pós-pagos. O resultado foi afetado pelo declínio de 14,4% nos clientes de planos pré-pagos.

A receita líquida total obteve queda de 15,3%, com R$ 3,85 bilhões, puxada pelo recuo de 8,3% na receita líquida de serviços. De acordo com a operadora, em razão da migração de clientes de voz para serviços de dados. Além disso, também pela queda adicional da tarifa de interconexão, e alta dos impostos, como ICMS.

De acordo com a operadora, os primeiros meses do ano ainda são influenciados pelas adversidades do cenário macroeconômico, impactando a receita líquida e o lucro no período, mas a companhia começa a colher os resultados dos sólidos investimentos em sua rede de banda larga móvel e de sua capacidade de inovar em ofertas e serviços.

A operadora manteve a liderança na cobertura 4G, chegando a 439 cidades, o que contribuiu para a TIM manter o crescimento da receita com dados, que já representa 43% da receita líquida de serviços móveis.

Com cerca de 70% dos seus clientes nas tecnologias 3G e 4G, a operadora manteve-se sólida em meio a um movimento da desaceleração do uso de voz registrado pelo setor.

A companhia obteve 16% de queda no custo normalizado da operação, alcançando 40% da meta de redução de R$ 1 bilhão, estabelecida pelo Plano de Eficiência para o período de 2015 a 2017 e uma margem normalizada de resultados operacionais de 30,2% (margem Ebitda) entre os maiores do setor no País.

As expectativas da TIM é que a receita com serviços de dados cresça ainda mais nos próximos meses e sigam com a alta apresentada de dois dígitos comparada ao ano anterior (2015), no mesmo período.


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