Cabify inicia operação em SP com app de transporte legalizado

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A startup de transporte urbano por aplicativo (app) Cabify inicia operação em São Paulo. Ela quer substituir o uso do carro particular em grandes cidades, e anuncia ser a primeira e única a trabalhar regulamentada de acordo com o decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad.

A Cabify informa que o Brasil é hoje o maior foco no seu plano de expansão na América Latina. O serviço, disponível para usuários particulares e corporativos, pretende liderar o mercado utilizando estratégias como a cobrança de preços fixos por quilômetro rodado, sem variação de preço por fatores externos como trânsito, demanda ou clima e conta com treinamento dos motoristas selecionados.

Em sua primeira semana no mercado brasileiro, o aplicativo rodou em formato beta e agora inicia sua operação efetivamente na maior cidade do País.

“No início de 2016, colocamos como meta a expansão forte pela América Latina. Hoje, temos a certeza de que estamos no caminho certo, mantendo nosso foco, incluindo o Brasil na lista de países em que atuamos para melhorar o déficit de mobilidade urbana, por meio de tecnologia e inovação, ao mesmo tempo em que fornecemos uma nova fonte de receita aos motoristas parceiros”, explica Ricardo Weder, CEO da Cabify para América Latina.

Além do Brasil, sétimo País da operação, a empresa está presente na Espanha, Peru, Chile, México, Colômbia e, recentemente, Portugal. A expansão é parte da estratégia adotada pela empresa que recebeu uma rodada de investimento da ordem de 120 milhões de dólares.

A proposta de valor da Cabify é focada na tarifa fixa por quilômetro rodado sem preço dinâmico, independentemente do volume de trânsito, clima ou outros fatores. Também, o fato da tarifa ter base, exclusivamente, no km rodado, não incluindo o tempo de viagem como fator determinante de preço. Assim, a empresa incentiva deslocamentos mais eficientes e uma precificação mais justa.

“Sem dúvida, nossa presença na América Latina tem nos ensinado muito sobre os problemas e as necessidades de mobilidade de cada país, o que nos permite fornecer soluções seguras e eficientes em cada localidade em que atuamos. Temos certeza de que o Brasil será um dos principais mercados da Cabify no mundo”, diz Weder.

A empresa disponibilizará inicialmente carros da categoria Lite, composta de modelos fabricados a partir de 2011, com ar condicionado. Para garantir as boas condições dos automóveis, cada veículo é pré-vistoriado e aprovado para compor a frota da empresa. O preço por quilômetro é de R$ 2,50 para os primeiros 10 quilômetros, caindo para R$2,00 entre 10km e 25km. Para trajetos acima de 25 km o custo passa a ser R$ 3,00. O preço mínimo é de R$ 7 para chamadas imediatas e de R$25 por agendamento de corridas. E, até 15 de julho de 2016, os usuários que utilizarem o código MEUCABIFY ganham R$ 20,00 de crédito nas duas primeiras corridas.

“O Brasil apresenta uma enorme oportunidade para a Cabify. Além de ajudar a resolver problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades, trazemos um serviço de qualidade, confiança e rapidez para os usuários. Também damos muita importância em trabalhar próximos dos motoristas parceiros, pois entendemos a importância de maximizar a receita deles como parte essencial do nosso modelo de negócio e fornecer um serviço continuamente de alta qualidade e segurança aos nossos clientes”, diz Daniel Bedoya, Head de Operações da Cabify Brasil.

A empresa atuará, principalmente, no centro expandido de São Paulo. O pagamento é no cartão de crédito ou PayPal.  “O oferecimento dos vouchers faz parte da estratégia para que todos possam experimentar o serviço com motoristas diferentes e, desta forma, atestarem a qualidade diferenciada do serviço”, comenta Bedoya.

Um outro foco da empresa é o serviço para clientes corporativos, com plataforma customizável que auxilia na gestão de viagens dos funcionários, tendo como forma de pagamento cartões de crédito e boletos bancários, dependendo da necessidade de cada empresa. A Cabify estima uma economia de até 40% em transportes que são filiados a esse sistema.


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