Entrevista da Semana: “Alta tecnologia, rede global e experts em segurança. Mix é nosso segredo”, diz diretor-geral da Nexusguard para AL e Caribe

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Segurança da informação nunca foi tão estratégica, considerando um mundo móvel, conectado, mergulhado na nuvem e, portanto, muito vulnerável. Nesse cenário, impactado ainda mais pela movimentação rumo à transformação digital, está a norte-americana Nexusguard, com seus escudos e armaduras para defender os mais frágeis usuários e proteger suas mais valiosas informações estratégicas.

Os principais clientes da companhia são aqueles que possuem ao menos uma parte de seus negócios na Internet. Entre eles, empresas de e-commerce, e-business, organizações da área de saúde, escolas e universidades. E ainda, as agências de governo e instituições financeiras por serem importantes alvos de ciberataques.

Recente estudo patrocinado pela Nexusguard sobre segurança da informação na América Latina, identificou que o Brasil perde mais de US$ 8 bilhões por ano com crimes na Internet, o que o torna a segunda maior fonte de cibercrimes no mundo e o número um na América Latina. Somente em bancos brasileiros, os ataques cibernéticos respondem por 95% das perdas sofridas.

Não por acaso, o Brasil se tornou alvo importante da empresa na América Latina (AL). Nesta entrevista exclusiva à B!T Magazine, Bob Booth, diretor-geral da Nexusguard para AL e Caribe, que está sediado em Miami (EUA), diz que o País sempre foi um dos principais mercados por diversos motivos, incluindo capacidade e porte.

Em evidência, a arena da segurança da informação tornou-se muito acirrada. Mas, Booth diz-se preparado para disputar a preferência do mercado com uma arma que tira da manga: o programa de negócios Service Provider Enablement (SPE).

“Ele combina tecnologia de ponta, uma rede de depuração global, e apoio dedicado de especialistas em segurança com experiência no assunto de mitigação de Ataques de DDoS”, descreve o executivo que revela um pouco mais sobre a movimentação da empresa a seguir. Confira.

B!T Magazine – Qual é a estratégia traçada para este ano? Considerando um exército de usuários altamente desprotegidos no campo minado da era digital?

Bob Booth – Nós acreditamos em formas mais eficazes de mitigação e proteção. E em proteções que sejam capazes de tratar ataques de todos os tipos de tamanhos, e que tudo isso seja feito com um custo baixo para o cliente final. A utilização de infraestruturas na nuvem tem proporcionado essa eficiência. O nosso trabalho tem sido de evangelização sobre esse novo cenário de possibilidades relacionados à mitigação de ataques de DDoS e proteção de aplicações web (Web Application Firewall).

B!T – E a meta para 2016? Qual tecnologia é chave para atingir os objetivos de negócios?

Booth –  O nosso objetivo para o ano de 2016 é trabalhar com nossos parceiros de negócio SPE – integrantes do programa de negócios Service Provider Enablement (SPE) – na evangelização do mercado sobre as soluções de segurança de informação baseadas na nuvem. O crescimento da utilização de tecnologias na nuvem de uma forma geral cresceu em 80% na América Latina no último ano. Nossos parceiros estão empenhados no trabalho de transformar os problemas de seus clientes relacionadas aos ataques de DDoS em novos negócios.

B!T – Fornecedores de soluções de TI, antes focados apenas no core de seus negócios, agora já embutem fortes recursos de segurança em seus produtos. Esse movimento roubou mercado de empresas como a Nexusguard?

Booth – Um nível de cultura diferenciado em relação à segurança da informação, no qual empresas buscam desenvolver seus produtos de forma segura, não nos afeta de nenhuma forma. Existem alguns tipos de ataques, como os de DDoS por exemplo, que podem afetar qualquer tipo de sistema, independentemente da existência de uma vulnerabilidade no mesmo. Além disso, a existência de empresas especialistas em determinados assuntos relacionados à segurança faz uma enorme diferença, e proporciona a existência de parcerias de negócio que são benéficas para todos.

B!T – O Brasil é o terceiro maior alvo de ataques virtuais. Somos imaturos em relação aos procedimentos de segurança da informação e à adoção de tecnologias para esse fim?

Booth – No passado, algumas empresas brasileiras foram negligentes quando o tema era relacionado à segurança da informação, mas essa realidade tem mudado nos últimos anos e hoje observamos algumas empresas no Brasil usando tecnologias como early-adopters. O cenário relacionado aos países mais atacados geralmente muda dependendo do período e essa mudança pode acontecer por diversos aspectos. Um deles é o cenário de crises políticas ou instabilidades econômicas.  Acreditamos que a Turquia também subiu no ranking de países mais atacados no primeiro período de 2016 exatamente por esse motivo.

B!T – No atual cenário de crise no País, as empresas estão economizando com a segurança?

Booth – As empresas estão buscando uma redução nos custos de uma forma geral, mas sabem da importância de manter e expandir suas operações de segurança a fim de acompanhar a evolução das ameaças. Por conta disso, o cenário da crise econômica pode ser favorável para companhias que possuem soluções baseadas na nuvem, justamente pelos fatores relacionados à sua eficiência. Muitas podem cortar custos relativos à aquisição de licenças de software e appliances, manutenção anual e optar pela utilização de serviços na nuvem que possuem o mesmo nível de proteção. Mesmo com a crise, o mercado de segurança da informação continua aquecido devido à criticidade do assunto.

B!T – Tem alguma novidade que possa revelar nesta entrevista?

Booth – Estamos trabalhando na obtenção de novas parcerias com empresas de grande porte no Brasil, mas, infelizmente, não podemos revelar nenhuma informação adicional neste momento.


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