Entrevista da Semana: “Hoje, não é só o CIO que compra tecnologia, mas o CFO, o CMO, o … As estratégias mudaram”, diz diretor de Storage da IBM LATAM

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As grandes transformações pelas quais a indústria de TI passou deixaram marcos de evolução e também contundiram de maneira irreversível o perfil de consumidores e fornecedores. Hoje, em plena era digital, eles mudaram a forma de interagir. “Mudamos nossa conversa e também nosso interlocutor”, diz Edgar Santos, diretor de Storage da IBM América Latina.

Segundo o executivo, hoje não é mais somente o CIO que compra. Agora é o CFO, o CMO, o CHRO… “Eles estão cada vez mais preocupados em adquirir uma solução do que um produto. Não querem mais saber sobre os componentes técnicos de uma máquina e sim o quanto terão em ganho de eficiência ou diminuição de custos”, assegura.

São os benefícios proporcionados pela tecnologia, muito além das capacidades técnicas, que estão na pauta dos líderes de negócios atualmente, na visão de Santos. “O efeito da tecnologia sobre os resultados do negócio é uma realidade irreversível”, sentencia. E é nessa esteira que a IBM exercita sua estratégia na área de Storage. Esta que se tornou crítica no atual cenário bombardeado de dados disparados de todo canto, nos mais variados formatos, gerando uma avalanche frenética e desafiante no coração do mundo corporativo.

Sai à frente, portanto, quem tem capacidade não somente para armazenar esses dados, mas de transformá-los em alavancas de negócios e de competitividade. “E a escolha da solução depende do quanto ela pode apoiar decisões em tempo real, com desempenho superior e melhores custos totais para cargas de trabalho críticas”, afirma Santos, que nos conta muito mais nesta entrevista exclusiva à B!T Magazine.

B!T Magazine – Empresas de quais segmentos de atuação estão no alvo da estratégia da IBM para Storage?

Edgar Santos – Alguns estudos que a IBM fez com CEOs e CFOs de diferentes segmentos mostraram que cerca de 80% dos CFOs sofrem alta pressão para controlar custos e aumentar eficiência. Também vimos que de cinco empresas, apenas uma já tem uma infraestrutura de TI altamente eficiente e que a maioria está gastando além do que deveria em storage. Isso nos mostra que empresas de todos os seguimentos de indústria, incluindo startups e provedores de serviços na nuvem, precisam de soluções que diminuam custos de armazenamento e aumentem eficiência e performance. Alguns exemplos que mapeamos em setores específicos: US$ 3,5 trilhões são perdidos anualmente devido a fraudes e crimes financeiros; 80% de todos os dados médicos não são estruturados e são armazenados de centenas formas diferentes. No atual cenário de explosão de dados não estruturados, com o imediatismo do real time, a onipresença do mobile, a globalização de tudo e a necessidade constante de segurança, sistemas que ofereçam mais rendimento, flexibilidade, segurança e economia são essenciais para empresas de todos os tamanhos e setores ganharem vantagem financeira e competitiva. Estamos nessa linha. 

B!T – Em um mercado que tem em curso a Transformação Digital, em que a solução de storage da IBM ajudará as empresas nessa migração? 

Santos – As atuais demandas do mercado em tecnologias para cloud, big data, mobile, social, segurança e sistemas cognitivos requerem uma infraestrutura crítica de storage. Por isso, a IBM tem investido nos mais novos sistemas de Flash e Software Defined Storage. Flash é uma excelente alternativa, por exemplo, para data centers de grande porte. É uma solução muito concentrada e com baixo consumo de energia. Combinando isso com virtualização do ambiente de armazenamento, o resultado é uma maior utilização e eficiência, gerando importantes benefícios econômicos. Os recém-lançados IBM FlashSystem A9000 e A9000R foram criados para facilitar a administração dos negócios em ambiente de nuvem híbrida e viabilizar aplicações de computação cognitiva, além de terem uma interface extremamente amigável e fácil de usar. Já Software Defined Storage reflete uma tendência oriunda da necessidade do mercado de extrair a funcionalidade dos dispositivos de armazenamento em uma camada de software de administração. Dessa forma, os dados passam a ser gerenciados, consolidados e protegidos independentemente do dispositivo em que estão armazenados, dando aos clientes flexibilidade para escolher os dispositivos de acordo com suas necessidades, sejam elas definidas por preço, velocidade ou capacidade. 

B!T – A IBM certamente já analisou a demanda existente no Brasil e já a qualificou. Sendo assim, como o País está em modernização de TI para se tornar digital? 

Santos – Apesar de todos os desafios econômicos que o Brasil tem enfrentado, o mercado brasileiro tem enorme potencial para TI. A rápida expansão do uso de dispositivos móveis e de redes sociais aqui está fazendo com que a taxa de geração de dados hoje aconteça em um ritmo extremamente alto no Brasil. Mais de 90% dos usuários de smartphones mantêm os seus dispositivos ao alcance da mão o tempo todo, sendo que um usuário comum verifica o seu dispositivo mais de cem vezes por dia. Isso criou não apenas novas oportunidades, mas também novos desafios para as empresas, que precisam ter sua infraestrutura disponível 24×7, sem interrupções, e estejam preparadas para reagir em tempo real.

Demanda x complexidade: Mas junto com essas novas demandas veio o aumento da complexidade para integrar o que vem de sistemas legados, com o que possivelmente está numa nuvem pública ou privada. Por isso, os modelos de nuvem híbrida se tornaram muito procurados no mercado nacional. Para atender a essa realidade, as empresas brasileiras estão buscando ambientes de TI eficientes e resilientes, compostos por sistemas de armazenamento que permitem às diferentes áreas e equipes na mesma empresa compartilhar informações, realizar transações seguras e gerar insights em tempo real, tendo alta capacidade de responder a essa crescente complexidade do mundo conectado e na nuvem.

Os dispositivos tradicionais de storage não têm essa capacidade e acabam se tornando economicamente inviáveis para reduzir a equação preço x performace. Por isso, tecnologias como Flash e Software Defined Storage estão sendo muito procuradas no Brasil, para oferecer às empresas a melhor combinação de alto rendimento, segurança, economia de espaço, energia e custo.

B!T – As empresas estão reticentes em investir neste momento, ou já amadureceram o bastante no sentido de que “adotar tecnologia agora” é a melhor estratégia? 

Santos – Em momentos de instabilidade econômica, é natural que as empresas se tornem mais seletivas em relação a qualquer tipo de investimento. No entanto, com o mundo se digitalizando, com todas as companhias já transformando seus negócios digitalmente, aquelas que ganharão vantagem competitiva são as que souberem se diferenciar, usando todo potencial da análise de dados não estruturados, nuvem híbrida e inteligência cognitiva. E para viabilizar isso, é preciso ter uma infraestrutura tecnológica que suporte essas novas cargas de trabalho. As empresas estão atentas a isso e sabem que quanto mais cedo adaptarem sua infraestrutura a essa nova realidade, mais chances terão de sair à frente de seus concorrentes e ganhar mercado – algo que todos estão buscando fortemente agora.

B!T – Qual a meta da empresa para o segmento ainda em 2016? 

Santos – Nós não podemos dar números ou previsões de faturamento locais, mas posso dizer que nossa expectativa é manter nossa liderança em Software Defined Storage, Flash, High-end Storage e Sistemas de Fita. O cenário é promissor especialmente nas novas tecnologias de Software Defined Storage e Flash. Os lançamentos que estão chegando neste ano são feitos para atender às atuais demandas do mercado em análise de dados estruturados e não estruturados, soluções cognitivas e nuvem híbrida, e endereçam as principais necessidades dos clientes para ganhar vantagem econômica e competitiva. Acabamos de lançar os novos IBM FlashSystem A9000 e A9000R e agora no começo de junho teremos novidades também em Software Defined Storage. E vamos avançar.


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