Entrevista da Semana: “Queremos e podemos ser uma empresa global”, diz CEO da Prime Systems

CloudEmpresasFinançasGestãoMobilidadeNegócios

A mineira Prime Systems, no mercado há duas décadas, nasceu na esteira da mobilidade, com produtos para dispositivos móveis. Em 2006, virou a chave e criou uma solução baseada em Business Process Management (BPM). A partir daí, tornou-se a principal plataforma da empresa. Agora, a meta é derrubar as fronteiras e ganhar o mundo.

Segundo Roberto Azevedo, CEO da Prime Systems, logo a tecnologia ganhou a preferência de organizações, em especial dos setores de logística, serviços de manutenção e merchandising. Antes desfilando confiante na seara de grandes corporações, hoje a empresa se aproxima da conquista de corações e mentes de companhias de pequeno porte, ao estender o oferecimento de tecnologia para o modelo software como serviço (SaaS).

“Vamos levar a eficiência também a empresas que estavam distantes de poder adquirir soluções para aumentar a sua produtividade. O SaaS possibilita flexibilidade e custo baixo, ampliando as oportunidades em negócios de variados portes”, diz o executivo, para quem essa possibilidade gera muita satisfação.

Sediada em Belo Horizonte (MG), a companhia tem um braço em São Paulo e marca presença em outros estados do País por meio da rede de parceiros, modelo que dará prosseguimento à expansão em solo nacional.

“Nosso sonho, contudo, é tornar a empresa global”, diz Azevedo. E o primeiro passo já foi dado, com o escritório aberto nos Estados Unidos, em Houston (Texas).

Mas até lá, a companhia especializada em mobilidade corporativa afia suas estratégias para continuar crescendo no Brasil. Conheça um pouco mais do trabalho da Prime Systems nesta entrevista exclusiva à B!T Magazine.

B!T Magazine – Qual é a estratégia da Prime Systems para este ano, considerando o cenário político-econômico turbulento pelo qual passa o País? Recuar ou investir?

Roberto Willians Silva Azevedo – Estamos investindo muito na disponibilização da nossa plataforma de mobilidade corporativa, o PrimeBuilder Store. Em um ano e três meses totalizamos perto de R$ 5 milhões de investimento. Ao formatar esse nosso marketplace, entendemos que estamos permitindo que uma série de empreendedores digitais (desenvolvedores, administradores e analistas de processos) possam ter acesso a uma ferramenta robusta para oferecer uma solução completa aos seus clientes, permitindo um atendimento personalizado para eles. 

B!T – Qual é o perfil dos seus atuais clientes e prospects? 

Azevedo – A maioria dos nossos clientes é grande porte. No início da nossa atuação, os procedimentos de apoio técnico junto ao cliente eram maiores e por isto o custo aumentava. E prospectávamos clientes em conjunto com as maiores operadoras de telefonia móvel do País e por essa razão nos levava a clientes de maior porte. Hoje, estamos buscando descer na pirâmide, reduzindo a complexidade e os custos para a implementação de nossa plataforma. Vale ressaltar que ainda não tivemos um único cliente que não tivesse o retorno do seu investimento em menos de seis meses. 

B!T – Mais do que um sonho para a Prime Systems, a globalização da empresa já está se desenhando? 

AzevedoJá temos um escritório nos Estados Unidos, em Houston (Texas). Além disso, estamos com um forte processo de internacionalização, com foco inicial nos EUA. Mas também nos estendemos para outros países por meio de clientes e parceiros. Mas como a nossa plataforma é ainda diferenciada no mercado, acreditamos que a expansão em solo norte-americano é a movimentação mais recomendado no momento para a Prime Systems.

B!T – Neste momento econômico difícil, o lançamento de uma plataforma direcionada a desenvolvedores e empreendedores, o PrimeBuilder Store, foi uma tacada de mestre? 

Azevedo – Entendemos que a Prime Systems nunca entenderia completamente as dores de cada cliente sem estar muito próxima deles. Como isso tem um custo alto, chegamos ao modelo da Store. O momento econômico facilita encontrar excelentes profissionais ou empresas dispostas a conseguir uma receita recorrente. Do outro lado, elas precisam melhorar a sua produtividade e reduzir os seus custos. Essa é a nossa missão: melhorar a produtividade das empresas.

B!T – Mobilidade corporativa mais do que necessária, é uma febre. Qual o maior desafio nessa arena altamente competitiva e como driblam os obstáculos? 

Azevedo – Hoje, no Brasil, temos quase um “imobilismo” econômico. O gestor é criticado por levar qualquer solução para a empresa, mesmo que o retorno seja muito rápido e que gere ganhos recorrentes à operação da empresa. O que fizemos foi simplificar tanto a implementação, como a utilização no dia a dia da ferramenta, podendo reduzir muito o custo de entrada, tornando praticamente todo o investimento em OPEX.

B!T – Cite um motivo de orgulho para a empresa

Azevedo – Orgulho-me da nossa equipe e da nossa capacidade de inovar. Criamos uma ferramenta em 2006 que o Gartner publicou um paper falando sobre os benefícios transformacionais que uma solução de BPM Mobile traria em 2014, prevendo que estaria no mercado em torno de 2016. Estávamos muito à frente da concorrência e estamos sabendo aproveitar essa vantagem. Trabalhar com pessoas capazes, que entendem a necessidade do cliente e apresentam soluções disruptivas, isso gera muita motivação em toda a empresa.

B!T – Caso tivesse de destacar um diferencial da Prime Systems, qual seria? 

Azevedo – A capacidade de transformar os negócios dos nossos clientes, melhorando a sua produtividade. Isto está em nosso DNA e faz a empresa inteira vibrar. Vimos vários clientes mudar completamente os seus negócios, usando a nossa plataforma e em vários casos, comprarem ou serem vendidos para grandes grupos internacionais (que continuam a usar a nossa ferramenta).

B!T – O maior trunfo da empresa diante da concorrência é …? 

Azevedo – Realmente a nossa equipe encara os problemas de maneira diferente, buscando sempre a otimização e a facilidade de uso. Infelizmente isso não é realidade no mercado. Sempre buscamos a melhor solução e não tecnologia por si só.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor