Gartner: 60% das empresas vão sofrer falhas de serviço em 2020

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À medida que avança o processo de transformação digital das empresas, terá de haver uma estratégia de cibersegurança que enderece a falta de infraestruturas e serviços diretamente detidos pela empresa e fora do controlo das TI.

Este é um dos avisos que consta num novo relatório do Gartner, “Cybersecurity at the Speed of Digital Business.” O instituto prevê que, em 2020, 60% das empresas digitais enfrentem grandes falhas de serviço devido à incapacidade das equipas de segurança das TI de gerirem o risco digital.

“A cibersegurança é uma parte crítica dos negócios digitais, que têm ecossistemas externos e novos desafios num mundo digital aberto” declara Paul Proctor, vice presidente e analista do Gartner. “As organizações vão aprender a viver com níveis aceitáveis de risco digital à medida que as unidades de negócio inovam para descobrir de que tipo de segurança precisam e quanto podem pagar”, determina. “A ética e analítica digitais e um foco centrado nas pessoas serão tão importante quanto os controlos técnicos.”

No relatório, o Gartner identifica cinco áreas chave em que as empresas se devem focar para endereçar a cibersegurança nos negócios digitais:

  • Liderança e Governança – melhorar estas duas áreas é “mais importante” que desenvolver ferramentas tecnológicas quando se trata de endereçar riscos. A tomada de decisões, a definição de prioridades, a alocação de orçamento, métricas, relatórios, transparência e responsabilidade são atributos chave para programas bem sucedidos.
  • Evolução das ameaças – os líderes de segurança e risco de TI devem deixar de tentar prever todas as ameaças e reconhecerem que a proteção perfeita não existe. Dentro de quatro anos, quase dois terços do orçamento de segurança será dedicado à rápida deteção e resposta, o que é o dobro dos 30% registados este ano. Mesmo os controlos preventivos mais eficazes não conseguirão controlar tudo.
  • Cibersegurança e rapidez do negócio — as abordagens tradicionais, desenhadas para controlo máximo, não vão funcionar na nova era de inovação digital. Os decisores devem transformar seus programas para se tornarem catalisadores digitais, em vez de obstáculos à inovação.
  • Novas fronteiras — É mais difícil proteger os dados porque estes já não residem todos no centro de dados. A nova fronteira foi estabelecida bem para lá do data center, e está agora na tecnologia operacional, na nuvem, nos dispositivos móveis, software-as-a-service e nas próprias coisas. Em 2018, 25% do tráfego de dados empresariais vai fluir diretamente dos dispositivos móveis para a nuvem, ignorando os controlos de segurança internos. As organizações precisam de endereçar a cibersegurança e os riscos nas tecnologias e ativos que já não possuem ou controlam.
  • Mudanças culturais — Será crítico endereçar as mudanças comportamentais e o envolvimento de todos, desde colaboradores a clientes. A cibersegurança tem de acomodar as necessidades das pessoas durante a transformação de processos e cultura; uma estratégia focada nas pessoas dá-lhes mais autonomia na forma como usam informação e aparelhos. Têm direitos no uso da tecnologia, mas também têm de reconhecer que se alguma coisa correr mal, terá impacto na equipa e no negócio.

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