IoT como geradora de inovação e valor agregado, defende Cisco

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A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) é a grande promessa para um futuro que já começou a se desenhar no mercado. Projetos pilotos e casos de sucesso estão acontecendo em variados setores, sobretudo no segmento de varejo que, segundo estudo mundial realizado na América Latina pela Cisco, empresa global de TI, responde por US$ 1,5 trilhão do total do valor agregado que gira no setor privado.

No imenso balaio de conexões sem fim entrelaçadas na esteira da IoT, sairá à frente quem conseguir não somente conectar a variedade de coisas, mas sim quem extrair todos os dados gerados nessa teia e transformar tudo isso em um bem para a sociedade. É o que defendeu Laércio Albuquerque, comandante da Cisco no Brasil, visivelmente entusiasmado com o cargo assumido há pouco mais de dois meses, em encontro com jornalistas ontem (14).

Segundo ele, outro ponto crítico, e importante diferencial competitivo, é a conexão de todas as “coisas” de maneira segura e automática. “Vamos proporcionar tudo isso ao Brasil”, promete.

O desafio, portanto, é grandioso. É preciso ter em mãos a chave para captar esse valor, em especial, levando a conexão para o que ainda não está conectado e adaptar o que já existe, dentro do mais puro conceito de inovação.

“A grande promessa da IoT é criar uma segunda fonte de receita com a imensidão de dados gerados das conexões das ‘coisas’. A valiosa vantagem é criar correlações a partir desses dados”, desperta Amri Tarsis, diretor de IoT da Cisco para América Latina. “Tudo isso tem a ver com Analytics”, resume.

É no Analytics que mora o segredo para pescar dados no oceano, cruzá-los e então colher os frutos que poderão render negócios inovadores. Mas ainda há um entrave para a popularização da IoT, a padronização. Para que a interoperabilidade se estabeleça, é necessária a criação de um protocolo padrão. “Não é viável ter um protocolo proprietário, considerando a IoT como um conceito que necessita de integração. A Cisco sempre foi partidária de padrões abertos e continuaremos nessa estratégia”, destaca Tarsis.

Faz tempo existem conexões bastante específicas em variados setores com máquinas. “Em que M2M é diferente de IoT? Reúne sensores, rede e aplicativos, exatamente o mesmo que na IoT. Contudo, a grande diferença da Internet das Coisas é que ela possui protocolos mais abertos e, portanto, é capaz de compartilhar as informações dos aplicativos com muito mais facilidade”, diz o diretor de IoT da Cisco.

O executivo também defende a simplicidade em todas as aplicações possíveis com a IoT. “Afinal, o usuário não tem de ser um expert em TI para usar a tecnologia e explorar o seu máximo potencial. Tem de ser de uso fácil, intuitivo, interativo”, diz

Calcanhar de Aquiles
Empresas atuantes nesse segmento e com projetos na prancheta e em curso evolvendo IoT têm criado associações em busca de um padrão. A Cisco, segundo Tarsis, integrou-se recentemente à LoRa Alliance, que empunha a bandeira do protocolo LoRaWAN como ícone de conexão aberta, global e integradora.

Outros esforços também estão sendo realizados pela Cisco para contribuir para acelerar esse processo de padronização. “Estamos investindo em pesquisas e desenvolvimento de tecnologias nessa área. Há muito não somos apenas uma empresa de hardware. Somente neste ano aqui no Brasil totalizaremos R$ 1 bilhão, que inclui a criação do Centro de Inovação no Rio de Janeiro, um dos sete que a empresa possui no mundo”, destaca Albuquerque, para quem a estratégia traçada pela Cisco promete promover o uso de IoT em variados setores no Brasil de maneira simples, inovadora e com muito valor agregado.


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