Oracle OpenWorld América Latina abre com anúncio de ERP Cloud no País

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Na abertura do evento Oracle OpenWorld América Latina hoje (28), em São Paulo, Luis Meisler, vice-presidente executivo da Oracle Latam, tirou da manga o anúncio do ERP da companhia agora na nuvem pública e privada, aqui no Brasil. E foi enfático: “A nossa oferta é totalmente diferenciada porque traz processos de gestão de negócios não padronizados”.

Ele acrescentou que a Oracle deve ser a única empresa totalmente preparada para oferecer uma transição para a nuvem. “Estamos apoiados e totalmente preparados em três pilares: Aplicações, Infraestrutura e Plataforma”, disse e desafiou: “Nenhuma companhia tem a capacidade de entregar essas três plataformas”.

Ao dar esse passo com o ERP na nuvem, a Oracle abre o leque de abrangência e pretende incomodar a concorrência atraindo gorda fatia do mercado de pequenas e médias empresas (PMEs) – uma arena praticamente dominada hoje pela Totvs.

“Agora, temos um produto disponível que ninguém tem. Temos 25 parceiros em nosso ecossistema e trabalharemos juntos nesse lançamento. Não teremos concorrência, ao menos, nos próximos dois anos”, alfinetou Meisler.

“O ERP em cloud da Oracle está disponível em português e totalmente localizado, e representa uma revolução. Nos Estados Unidos, a plataforma lançada há dois anos, cresceu 58% no quarto semestre deste ano, comparado ao trimestre anterior. Contabilizamos 808 novos clientes de ERP somente no 4º tri, e 50% deles vieram de SAP”, ressaltou Mark Hurd, CEO da Oracle, que dividiu a abertura com Meisler.

Hurd deixou claro: “Não colocamos simplesmente o on premise na nuvem, criando uma nuvem fake [Oracle on demand]. Hoje concorremos com uma nuvem real”.

O executivo destacou ainda que com a nova oferta, o cliente da Oracle vai ampliar absurdamente a produtividade, não tendo de se preocupar com administração ou altos custos com infraestrutura, pessoal e software. “É um modelo de alta produtividade e economia, totalmente novo nesse segmento”, disse. “O papel do ecossistema agora é de implementação e não de escrever códigos.”

A Oracle agora pode oferecer uma tecnologia de ponta a um público muito maior. “Não haverá diferenciação da tecnologia para os diferentes portes de empresa. Ela vai determinar o quanto irá comprar. A baliza de contratação será o número de usuários. Pequenas e médias empresas terão o mesmo produtos que rodam em grandes corporações como General Eletric  (GE) ou HSBC”, apontou Meisler.

Questionado sobre a segurança dos clientes na nova oferta, Hurd garantiu que, considerando o ambiente de muitas empresas hoje, de grande complexidade por abrigarem sistemas operacionais diferentes, banco de dados de variados provedores, é muito mais difícil protegê-lo. “A plataforma Oracle certamente é mais segura que o on premise dele”, afirmou.

A Oracle mostrou a que veio com a nova oferta e promete brigar pelas PMEs. E no ranking de ERP, alcançar novos patamares em solo nacional, onde ocupa atualmente a terceira colocação. Na toada do mercado, que ruma para uma atuação voltada a serviços, a empresa afia as garras em uma nova trajetória.


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