Brasil soma mais de 1,1 mil startups aceleradas e 40 aceleradoras, diz FGV

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Este é um dos resultados do estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas e a Escola de Administração de Empresas de Paulo (FGV/EAESP). Ele traça o cenário e o perfil das aceleradoras brasileiras de startups. O estudo “O Panorama das Aceleradoras de Startups no Brasil”, segundo a FGV, é um dos primeiros a coletar, com profundidade, informações com as aceleradoras brasileiras, que são um fenômeno relativamente novo.

A pesquisa possibilita entender como as aceleradoras brasileiras funcionam e auxilia, ao mesmo tempo, as empresas que têm interesse em desenvolver negócios inovadores, investir ou entrar nesse segmento de identificação e apoio a novos negócios.

O levantamento mostra que o mercado de aceleradoras está consolidado, somando 40 empresas no Brasil, com predominância das que se originaram na região Sudeste, seguida pelo Nordeste, Sul e Norte, mas com negócios que são desenvolvidos em todo o País nas áreas de TI, Educação, e Comércio e Serviços principalmente.

As aceleradoras [com tempo de existência em torno de três anos e meio] desenvolveram em seus programas de aceleração uma média de 28 startups, totalizando 865 startups, com valores de investimento que variam de R$ 45 mil a R$ 255 mil. Uma única aceleradora é a recordista e já desenvolveu 191 startups até agora, sendo uma das mais ativas da América do Sul.

Outro dado que chama atenção são as ferramentas utilizadas pelas aceleradoras na seleção de startups e empreendedores que desejam acelerar. Nenhuma delas exige o tradicional Plano de Negócio [documento pedido por grandes empresas, mas cerca de 26% das aceleradoras exigem o Business Model Canvas] e a maioria desenvolveu uma metodologia própria, aponta o estudo.

Contudo, as startups são recusadas por terem equipe inadequada, demanda ineficaz e falta de escalabilidade. Ou seja, não é tanto o perfil do negócio em si, mas sim a qualidade e a capacidade da equipe fundadora que contam na avaliação, alerta FGV/EAESP.


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