Ciberataques na área de varejo superam os do setor financeiro

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Este é um dos resultados da pesquisa anual NTT 2016 Global Threat Intelligence Report, realizada no primeiro semestre deste ano e com dados de 2015. O estudo revela que os criminosos cibernéticos mudaram o foco dos tradicionais mercados financeiros para o setor de varejo. O levantamento mostra que as empresas varejistas têm sofrido quase o triplo dos ataques cibernéticos quando comparadas com o setor financeiro, líder como alvo de ataques maliciosos no relatório de 2015.

Em 2016, o setor varejista aparece no topo da lista de todos os ataques, com uma diferença de 11%, quando comparado com outros setores de atividade, enquanto o setor financeiro caiu para a 14ª posição.

A nova edição do relatório anual da NTT contém o inventário das ameaças contra segurança identificadas durante 2015 com 8 mil clientes de empresas de segurança do Grupo NTT, como Dimension Data, Solutionary, NTT Com Security, NTT R&D e NTT Innovation Institute (NTTi3). Esses dados estão baseados em 3,5 bilhões de registros de segurança e 6,2 bilhões de ataques. Os dados também foram obtidos a partir de 24 Centros de Operações de Segurança e sete centros de investigação e desenvolvimento do Grupo NTT.

Matthew Gyde, diretor-executivo de Segurança do Grupo Dimension Data,  diz que os setores de varejo e de finanças processam grandes volumes de dados pessoais incluindo cartões de crédito. “O acesso aos sistemas dessas empresas permite que os criminosos cibernéticos, motivados pela recompensa financeira, possam vender esses dados com informação sensível no mercado negro”, destaca.

“As empresas varejistas são alvo cada vez mais frequente, porque processam grandes volumes de informação pessoal, como os dados de cartões de crédito, em ambientes altamente distribuídos com muitos terminais, dispositivos e pontos de serviço. Esses diferentes ambientes podem ser difíceis de proteger”, completa.

O estudo identificou ainda que 65% dos ataques tiveram origem a partir de endereços IP dentro dos EUA. No entanto, esses endereços podiam estar localizados em qualquer parte do mundo, já que os cibercriminosos estão adotando infraestrutura de baixo custo, altamente disponível e geograficamente estratégica para realizar atividades maliciosas.

Outro dado interessante é que os criminosos cibernéticos utilizam cada vez mais programas (malware) para ultrapassarem as defesas periféricas das organizações. Em 2015, a uso de malwares aumentou 18% em todos os setores, exceto na área educacional.

Para mais informações sobre o estudo acesse o site.


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