Cibercrime organizado gera disrupções em empresas digitais, diz estudo

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A pesquisa “Taking the Offensive – Working Together to disrupt digital crime”, realizada pela BT, empresa de telecomunicações e consultoria KPMG, em parceria com a pesquisadora Vanson Bourne, identificou que apenas um quinto dos executivos de TI das grandes empresas multinacionais afirmam que suas organizações estão realmente preparadas para combater a ameaça do cibercrime.

O estudo abordou profissionais responsáveis pela área de segurança de conhecidas organizações globais, diretores responsáveis pela TI, resiliência e operações de negócio das maiores empresas nos Estados Unidos, Reino Unido, Singapura, Índia e Austrália. E apontou que, embora 94% dos responsáveis pelas decisões em TI estejam cientes de que empresários criminosos chantageiam e subornam funcionários para ter acesso às suas organizações, cerca de metade deles (47%) admite que suas empresas não implementaram qualquer estratégia para impedir essas ações.

Outro resultado relevante é que a grande maioria das companhias se sente limitada por regulamentações, disponibilidade de recursos e a dependência de terceiros quando se trata de reagir a esses ataques. Além disso, 97% dos entrevistados já foram alvo de ataques cibernéticos, que, segundo metade deles, vêm se intensificando nos últimos dois anos.

O levantamento verificou que, 91% dos entrevistados acreditam que enfrentam obstáculos em suas defesas contra os ataques digitais: muitos deles citam entraves regulatórios, e 44% se mostram preocupados com a dependência de terceiros para ações de resposta que são de sua responsabilidade.

“Estamos agora em uma corrida armamentista contra gangues de criminosos profissionais e contra estados que possuem recursos avançados. No século 21, os cibercriminosos são empresários cruéis e eficientes, atuando em um mercado negro altamente sofisticado e em rápida evolução”, diz Mark Hughes, CEO da área de Security da BT.

Ele acrescenta que a contínua escalada do cibercrime exige uma nova abordagem em relação ao risco digital – e isso significa, em primeiro lugar, colocar-se na pele dos atacantes. Segundo o executivo, não basta as empresas se defenderem dos ataques. É preciso também interromper as atividades das organizações criminosas que lançam esses ataques. “As empresas precisam contar com leis aplicadas contra os criminosos, e também com a competência de parceiros especializados em segurança cibernética”, completa.

Paul Taylor, que está à frente da área de segurança cibernética da KPMG no Reino Unido, ressalta que é tempo de pensar o risco cibernético sob outro ângulo, retirando o foco exclusivamente dos hackers, e reconhecendo que nossas organizações estão sendo alvo de empresários criminosos e impiedosos, que têm planos de negócio e utilizam amplos recursos com intenção de fraudar, extorquir e roubar a propriedade intelectual do que lutamos para conquistar.

“Falar de forma genérica sobre o risco digital não vai apresentar soluções. É necessário pensar em possíveis cenários de ataque à sua empresa e considerar como a segurança cibernética, controle de fraude e resiliência podem ser combinados para lidar com essas ameaças de modo eficiente. Dessa forma, a segurança cibernética se torna uma estratégia corporativa importante para os negócios no mundo digital”.

As conclusões da pesquisa apontam para a necessidade de uma nova mentalidade, considerando a segurança não mais apenas como um exercício de defesa. A segurança, na verdade, é ponto crucial para a inovação digital e, em última instância, para a lucratividade das empresas.

Veja a íntegra do relatório neste link.


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