Deloitte, Price e Alvarez & Marsal disputam mandato para administrar Oi

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O escritório Alvarez & Marsal e as empresas de auditoria independente PricewaterhouseCoopers e Deloitte & Touche estão disputando mandato para administrar o grupo de telecomunicações Oi, que pediu recuperação judicial, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto à agência de notícias Reuters.

A Oi pediu no mês passado proteção judicial contra credores em R$ 65,4 bilhões de títulos, dívida bancária e passivos operacionais. O juiz encarregado do caso pediu que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicasse candidatos para administrar o processo.

Na sexta-feira (8), o regulador estendeu o prazo para as inscrições até hoje (11), segunda-feira.

A saga da Oi teve outro capítulo na sexta-feira (8), quando um minoritário pediu a troca da maior parte do Conselho de Administração, evidenciando profundas divisões entre grandes acionistas, que levaram a recentes negociações com credores.

A Alvarez & Marsal apresentou proposta formal Anatel na sexta (8) e o regulador registrou o recebimento, disse uma terceira fonte com conhecimento direto do assunto. O calendário das propostas da Price e da Deloitte não ficou claro.

A Price tem pouca experiência com serviços de administração judicial no Brasil. Mas “um caso como a Oi poderia ser uma boa oportunidade para estrear”, disse uma das fontes.

A KPMG também pode concorrer pelo mandato, mas fez auditoria externa para a Oi, o que as fontes disseram que pode significar um conflito de interesses.

A Deloitte atuou como auditora externa da Portugal Telecom SGPS, que se fundiu em 2013 com a Oi. A Deloitte foi depois substituída pela KPMG, segundo documentos da Portugal Telecom.

Um administrador nomeado para gerir a recuperação judicial tem o direito a uma taxa equivalente a até 5% da dívida a ser reestruturada sob a lei de falências. O trabalho é processar e organizar as informações do caso para o juiz.

Dada a escala sem precedentes do caso Oi, tem havido especulação de que o juiz Fernando Viana, que coordena o caso, possa nomear dois tribunais administradores, disseram as fontes.

Alvarez, Price, Deloitte e KPMG se recusaram a fazer comentários.

*Com reportagem de Ana Mano e Tatiana Bautzer, da Reuters


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