Gastos mundiais com segurança de IoT somam US$ 348 milhões em 2016

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O instituto de pesquisas e consultoria global Gartner divulga que os gastos mundiais com segurança da Internet das Coisas (IoT) chegarão a US$ 348 milhões em 2016. A marca representa aumento de 23,7% comparado a 2015, quando as despesas foram de US$ 281 milhões. De acordo com o Gartner, esses gastos devem chegar a US$ 547 milhões em 2018. Pesquisas completas sobre o tema serão divulgadas durante a Conferência Gartner Segurança e Gestão de Riscos, que acontece em São Paulo, de 2 a 3 de agosto.

“O mercado de produtos para a segurança de IoT atualmente é pequeno, porém, está crescendo à medida que os consumidores e os negócios começam a utilizar um número cada vez maior de aparelhos conectados”, diz Ruggero Contu, diretor de Pesquisa do Gartner.

Ele acrescenta que o Gartner prevê que 6,4 bilhões dos dispositivos conectados serão utilizados no mundo em 2016, cerca de 30% a mais do que em 2015, chegando a 11,4 bilhões de coisas até 2018. No entanto, há uma variação considerável entre os diferentes setores da indústria como resultado de níveis variados de priorização e consciência sobre o tema segurança.

O mercado para os produtos relacionados à segurança de IoT depende da adoção de dispositivos conectados pelos consumidores em diversos setores da indústria. Os gastos serão impactados por causa da conexão de veículos, assim como por outras máquinas complexas como caminhões pesados, aeronaves comerciais e equipamentos agrícolas e de construção.

Para 2020, a previsão da consultoria é que mais de 25% dos ataques identificados nas empresas terão envolvimento com dispositivos conectados de Internet das Coisas. Mesmo assim, a IoT contará só com menos de 10% do orçamento de segurança de TI. Os fornecedores de segurança terão o desafio de conseguirem recursos para garantir a proteção de dispositivos por causa de orçamentos limitados e de abordagem descentralizadora das implementações prematuras de IoT nas empresas.

“O esforço por proteger a Internet das Coisas deve se focar cada vez mais na gestão, nas análises e no fornecimento dos aparelhos e de seus dados. Os quadros empresariais de IoT irão requerer um mecanismo de entrega que também pode crescer e manter o ritmo dos requisitos no que se referem ao monitoramento, detecção, controle de acesso e outras necessidades relacionadas à segurança”, diz o analista do Gartner.

Segundo Contu, o futuro dos serviços de segurança mantidos em cloud está ligado, em parte, ao futuro da IoT. “De fato, a força principal da IoT em escala e em presença não se realizará completamente sem os serviços de segurança mantidos em Nuvem para entregar um nível aceitável de operações, de forma rentável para muitas empresas. Até 2020, o Gartner prevê que mais da metade de todas as implementações da IoT usará alguma forma de serviço de segurança oferecido no modelo Cloud.”

A Conferência Gartner Segurança e Gestão de Riscos 2016, que acontece em São Paulo, nos dias 2 e 3 de agosto, apresentará conteúdos com foco em segurança de TI, gestão de riscos, compliance e gestão de continuidade de negócios, além de analisar o papel dos profissionais de segurança da informação.


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