Rio Info 2016: pacto pela TI proposto na abertura vira consenso entre empresários e governo

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Um pacto pela tecnologia envolvendo empresários, pesquisadores e autoridades do setor de TI, com o objetivo de desenvolver um Programa de Fomento foi proposto na abertura do Rio Info 2016 pelo presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio (TI Rio), Benito Paret, que afirmou serem necessárias condições que permitam às empresas brasileiras competirem de igual para igual com as dos países que apoiam fortemente suas empresas e centros de pesquisa.

Num clima adverso pelas circunstancias econômicas em que se encontra o Estado do Rio de Janeiro, Benito Paret enfrenta os problemas do setor de frente e não se inibe em fazer proposta para criar condições eficazes que permitam que o setor no Brasil tenha o apoio semelhante ao dado pelos governos europeus, ao setor tecnológico nos seus países. Dando mesmo o exemplo, que em plena crise europeia países como a Alemanha ou a Espanha não deixaram de investir nos setores de desenvolvimento tecnológico.

Esta  proposta foi corroborada pelo secretário da Secretaria de Política de Informática (Sepin), Maximiliano Martinhão, que propôs a construção de parcerias para formular propostas para o setor.

Maximiliano ressaltou que a TI brasileira é “resiliente” e cresce, mesmo com dificuldades na economia do país. Defendeu que temas como a regulamentação do exercício da profissão, proteção aos dados pessoais e o marco social do software contem com a participação dos diferentes agentes em suas discussões.

O presidente da Associação Comercial do Rio, Paulo Protásio, na mesma linha, foi muito muito eloquente ao defender “compromissos de ação” da sociedade, pois- segundo analisa- o governo sozinho não consegue levar o país para onde é preciso. Cobrou que os projetos tenham continuidade, com “começo, meio e fim”. Lançou ainda o desafio de transformar o Rio Info no mais importante evento de TI do Atlântico Sul.

Na pauta apresentada por Benito Paret ao governo, estão os compromisso de rever os critérios de investimentos em pesquisa pelas empresas beneficiadas, quando da votação da lei que estendeu por dez anos a redução do IPI, com reversão do percentual a ser aplicado sobre seu faturamento em favor do software nacional.

Benito afirmou, ainda, que não adiantará equilíbrio fiscal sem investimentos robustos no desenvolvimento tecnológico. “O futuro do país depende das opções corretas”.


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