Pais têm de monitorar navegação on-line dos filhos e alertar sobre ameaças, diz estudo

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Em parceria com o (ISC²), associação sem fins lucrativos focada em segurança cibernética, e com a empresa de consultoria Booz Allen Hamilton, a fundação beneficente do (ISC²), Center for Cyber Safety and Education apresenta, os resultados de um estudo realizado nos Estados Unidos sobre o comportamento on-line de crianças. A análise compara o relato de adolescentes entre as 4ª e 8ª séries com a declaração dos pais quanto às condutas observadas.

O estudo também orienta a atualização do conteúdo do programa Safe and Secure Online, que oferece aos profissionais de segurança da informação um caminho de retribuição às suas comunidades.

“Embora os pais estejam ensinando seus filhos sobre segurança na Internet, nossos estudos revelam que eles não estão sempre vigilantes. Percebemos nos relatos dos adolescentes que muitos têm experiências interrompidas ou severamente impactadas, além de identidades roubadas, como resultado do comportamento on-line de risco”, diz Patrick Craven, diretor do Center for Cyber Safety and Education.

O executivo destaca que com crianças acessando a Internet em vários tipos de dispositivos, os pais precisam de ajuda para monitorar de perto suas atividades on-line e alertá-las sobre novas ameaças.

A pesquisa mostra que as crianças passam mais tempo on-line durante a semana do que seus pais percebem. Apesar de receberem instruções sobre o uso seguro da Internet, elas visitam sites que sua família não aprovaria e se envolvem com estranhos on-line e off-line com mais frequência do que seus pais sabem.

Alguns destaques da pesquisa:

  • 40% das crianças pesquisadas disseram que se conectam ou conversam on-line com estranhos.
  • 21% levaram o relacionamento adiante e conversaram com um desconhecido ao telefone.
  • 5% tentaram se encontrar com o primeiro estranho que elas conheceram on-line.
  • Mais de 10% se encontraram com um desconhecido em sua casa, na casa do estranho, em parques, shoppings ou restaurantes – muitas vezes acompanhadas por um amigo.
  • 30% relataram mandar mensagens de seus telefones para um estranho.
  • 25% passaram seus números de telefone para um desconhecido.
  • 6% revelaram seus endereços.
  • 53% das crianças que participaram da pesquisa acessam a Internet a semana toda por razões que não têm relação com lições de casa.
  • 49% permaneceram on-line depois das 23h ou mais tarde em dias de aulas.

“Só agora estamos começando a entender o impacto de ser uma sociedade digital e conectada. Precisamos proteger as gerações mais jovens usuárias da Internet. A educação e conscientização sobre o comportamento seguro na Internet é uma obrigação para as famílias conectadas”, afirma Angela Messer, vice-presidente executiva da Booz Allen Hamilton, empresa patrocinadora do estudo.


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