TIM melhora receita no 2º Tri mas tem queda acentuada no lucro líquido

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A TIM divulga que os principais indicadores financeiros do segundo trimestre demonstram a melhora em sua performance, com a redução nas perdas da receita de serviços e expansão da margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). O uso de dados encerrou o período correspondendo a 45% da receita líquida de serviços móveis, com crescimento de 19,1% das receitas inovativas se comparado ao mesmo período de 2015.

Contudo, a operadora registrou queda acentuada do seu lucro líquido, que foi de R$ 74,45 milhões no segundo trimestre de 2016, ante os R$ 943,49 milhões obtidos no mesmo período de 2015. O que significa um recuo de 44% relacionado ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Para equilibrar resultados, a TIM também divulga redução em seu plano de investimento em mais de 10%, ou seja, perto de R$ 1 bilhão.

Foco no 4G

O forte investimento em infraestrutura permitiu à companhia ampliar e manter a liderança no 4G, alcançando 579 cidades e 64% da população urbana, garantindo mais qualidade e melhor experiência de uso para o cliente. Hoje, aproximadamente 30% dos usuários de dados utilizam 4G.

Segundo Stefano, CEO da TIM no Brasil, a liderança na cobertura do 4G no País ajudará à operadora a ser mais atrativa e a ganhar market share. “Estamos direcionando nossos investimentos com foco acentuado no 4G e acelerando o plano. Esperamos uma cobertura de 92% da população em 4G em 2018”, reforça Leonardo Capdeville, CTO da TIM Brasil.

Sustentada por um Plano de Eficiência que abrange todas as atividades da companhia e diante de um cenário macroeconômico desafiador, a TIM otimizou recursos, registrando queda de 15% no custo normalizado, além de atingir 31,5% da margem EBITDA normalizada, com melhoria de dois pontos percentuais em comparação com o segundo trimestre de 2015.

Para acelerar a trajetória de recuperação dos resultados e reduzir o nível de exposição às pressões do ambiente macroeconômico e competitivo, a TIM Brasil revisou o Plano Industrial 2016-2018, anunciado no início deste ano e projeta uma redução acumulada, em “cash costs”, de R$ 4,5 bilhões no período, chegando a uma redução anual no fim de 2018 de R$ 1,6 bilhão.

“Em um ambiente macroeconômico ainda desafiador, os resultados do segundo trimestre trazem uma importante retomada dos principais indicadores, em particular quanto à recuperação da receita – impulsionada por dados e adições liquidas, à redução de custos e à margem Ebitda”, diz o CEO da TIM Brasil.

Segundo ele a TIM revisou o plano industrial e estipulou uma nova meta de eficiência que acumulará R$ 4,5 bilhões de economia em “cash costs” até 2018 em relação ao antigo plano e que resultará no uso racional e rigoroso de recursos para continuar investindo nas premissas do crescimento. “Acreditamos nas perspectivas do mercado brasileiro e no grande potencial do País”, completa o executivo.


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