Falta de talentos em segurança cibernética deixa empresas e países vulneráveis

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Este é um dos resultados do estudo da Intel Security, em parceria com o Center for Strategic and International Studies (CSIS). O levantamento global “Estratégias para a escassez de qualificação” destaca a crise da falta de talentos que está impactando a indústria de segurança cibernética, tanto nas empresas quanto nos países.

A pesquisa, conduzida pela Vanson Bourne, mostra que a maioria (82%) dos entrevistados admitiu que há uma escassez de qualificação em segurança cibernética, com 71% citando essa escassez como responsável pelos danos diretos e mensuráveis nas organizações, cuja falta de mão de obra faz com que se tornem alvos desejáveis de hackers.

“A falta de pessoas com habilidades em segurança cibernética resulta em danos diretos às empresas, incluindo a perda de dados patenteados e IP”, disse James A Lewis, VP Sênior e diretor do Programa de Tecnologias Estratégicas do CSIS.

Ele acrescenta que esse é um problema mundial. A maioria dos entrevistados, em todos os países pesquisados, associou a falta de mão de obra aos danos nas suas organizações.

Em 2015, 209 mil empregos em segurança cibernética não foram preenchidos, isso apenas nos Estados Unidos. Apesar de um em cada quatro entrevistados confirmar que suas organizações perderam dados de propriedade como resultado de sua falta de conhecimento em segurança cibernética, não há sinais de redução dessa escassez de mão de obra em curto prazo.

Os entrevistados estimam que, em média, 15% dos cargos de segurança cibernética nas suas empresas continuarão vagos em 2020. Com o aumento da nuvem, computação móvel e da Internet das Coisas, assim como ataques direcionados avançados e o ciberterrorismo em todo o mundo, a necessidade de uma mão de obra especializada em segurança cibernética torna-se fundamental.

“A indústria de segurança tem falado extensamente em como lidar com a tempestade de ataques e violações, mas o governo e o setor privado não têm demonstrado urgência suficiente para resolver o problema da escassez de talentos em segurança cibernética”, disse Chris Young, VP Sênior e gerente geral do Intel Security Group.

“Para enfrentar a crise de mão de obra, precisamos adotar novos modelos de formação, acelerar a disponibilidade de oportunidades de treinamento e oferecer automação mais profunda, para que o talento seja melhor utilizado na linha de frente. Finalmente, devemos diversificar nossas posições.”

A demanda por profissionais de segurança cibernética está superando a oferta de trabalhadores qualificados, com uma necessidade maior de conhecimento altamente técnico em todos os países pesquisados. Na verdade, habilidades como a detecção de intrusão, desenvolvimento de software seguro e mitigação de ataques são muito mais valiosas do que habilidades informais, incluindo colaboração, liderança e comunicação eficaz.

Para obter mais informações sobre esses resultados, junto às recomendações propostas pela Intel Security, acesse o relatório completo: Estratégias para a escassez de qualificação: um estudo sobre a escassez internacional de qualificação em segurança cibernética.


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