Furukawa reduz pela metade previsão de crescimento no Brasil

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Com a retração da economia brasileira e o consequente congelamento de projetos de provedores de internet (ISPs) e operadoras, além do recuo do dólar do patamar de R$ 4 que prejudicará as exportações, a previsão de crescimento no faturamento caiu de R$ 100 milhões para R$ 50 milhões neste ano fiscal.

A fabricante de cabos, fibra ótica e soluções de redes Furukawa cortou pela metade a previsão de crescimento no faturamento do ano fiscal de 2016, que se encerra em março do ano que vem. Com a retração da economia brasileira e o consequente congelamento de projetos de provedores de internet (ISPs) e operadoras, além do recuo do dólar do patamar de R$ 4 que prejudicará as exportações, a previsão de crescimento no faturamento caiu de R$ 100 milhões para R$ 50 milhões neste ano fiscal.

“Tivemos um faturamento líquido de R$ 704 milhões no ano fiscal de 2015, encerrado em março deste ano, e tínhamos previsto para 2016 passar dos R$ 800 milhões, mas estamos com uma média de pedidos das operadoras bem aquém do que poderíamos e com a desvalorização do dólar devemos ficar mesmo com um faturamento de R$ 750 milhões”, admite o presidente da Furukawa Industrial e vice-presidente do grupo Furukawa Electronic, Foad Shaikhzadeh.

Segundo ele, todas as operadoras desaceleraram seus projetos de rede. “Não foi só a Oi, em processo de recuperação judicial. A Telefônica/Vivo também não está investindo em expansão de redes, a TIM também desacelerou com mudança de estratégia. Tem também o fator de confiança das operadoras na economia”, avalia o executivo. “A demanda estimada para o mercado brasileiro em 2016 era de 5,2 mil km de fibra/ano, mas ficará entre 3,8 milhões e 4 milhões de km de fibra/ano”, prevê.

Mesmo com a redução do dólar, as exportações ainda devem responder por R$ 20 milhões do crescimento do faturamento líquido da Furukawa este ano. Os outros R$ 30 milhões de aumento no faturamento virão da incorporação dos produtos da brasileira Asga, fabricante de produtos PON, DWDM, modems ópticos, rádios digitais e sistemas de gerência adquirida em outubro do ano passado. A previsão inicial era de R$ 40 milhões de aumento nas exportações e R$ 60 milhões com a venda de produtos da Asga.

Mesmo os ISPs reduziram seus pedidos e o resultado é que a fábrica da Furukawa no Brasil trabalha com uma ocupação de 70% a 80% da sua capacidade de produção. “A demanda por banda larga no mundo continua crescendo e continuamos apostando numa melhora do mercado brasileiro para o próximo ano – até porque este ano já foi”, admite Shaikhzadeh. Na Colômbia e na Argentina, por exemplo, a Furukawa trabalha com ocupação de 100% das suas fabricas, mas são unidades menores que a do Brasil.


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