Malware finge ser WhatsApp para atacar, identifica PSafe

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A empresa de segurança da informação PSafe identificou que uma nova versão de malware chegou para confundir usuários de Android. Batizado de WhatsApp.CreditCardStealer, o vírus que simula o WhatsApp vem tentando roubar informações de cartão de crédito dos usuários por meio de phishing, exibindo uma falsa tela que solicita os dados do cartão de credito do usuário.

De acordo com a empresa, o vírus foi identificado pelos especialistas em segurança da PSafe, o WhatsApp.CreditCardStealer. Ele inicia seu processo de infecção por meio de um e-mail que convida o usuário a instalar o “Novo WhatsApp”, com funções inéditas. Ao clicar no link malicioso e instalá-lo em seu celular, o usuário é surpreendido com uma mensagem de erro e o app falso desaparece, porém, o WhatsApp oficinal continua funcionando normalmente, fazendo com que o usuário acredite que nada tenha mudado.

A partir daí, o ícone de atalho do Google Play é desativado e uma mensagem de erro aparece toda vez que o usuário tenta acessar a loja virtual, evitando a instalação de ferramentas antivírus. Dessa maneira, o vírus se mantém inativo por cerca de quatro horas, dificultando sua detecção por parte de ferramentas automatizadas de análise.

O ataque

Após esse período, o malware passa a executar seu real comportamento malicioso, solicitando as informações do cartão de crédito da vítima, o que dá a impressão de que esses dados são necessários para liberar novamente o acesso ao serviço da Google Play.

As informações são enviadas para o servidor do hacker por meio da url: http://goglstats.co.ua/google-stats/watcher.php. Além disso, o vírus também faz o cadastro do celular em um serviço de SMS pago, fazendo com que o usuário tenha prejuízo financeiro.

Por ser um dos aplicativos mais utilizados no mundo, o WhatsApp se torna extremamente visado por hackers. Apenas este ano, o app PSafe Total já bloqueou mais de 166 mil vírus que se passam pelo WhatsApp ou que fingem adicionar funcionalidades especiais ao app oficial.

A infecção por esses malwares geralmente se dá por meio de e-mails, SMS e posts ou mensagens em redes sociais que condicionam o usuário a baixar e instalar os aplicativos contaminados em seu celular.

Para evitar este tipo de problema, o CEO da PSafe, Marco DeMello, alerta que somente um “cérebro eletrônico” é capaz de se defender de um ataque cibernético e que, para isso, é de extrema importância o uso de um antivírus. Além disso, o usuário deve ficar atento ao excesso de solicitação de permissões e evitar baixar aplicativos de fontes não oficiais, recebidos por e-mail ou via SMS.


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