Uber tem prejuízo de US$ 1,2 bilhão no primeiro semestre

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A Uber chega ao meio do ano com prejuízos acumulados de pelo menos US$ 1,2 bilhão, segundo informou o diretor financeiro da empresa, Gautam Gupta, a dezenas de acionistas.

A informação foi revelada por Gupta na semana passada, e reportada nesta quinta, 25, pela agência Bloomberg. Até mesmo nos Estados Unidos, onde a Uber já tinha conseguido lucros, a situação se reverteu para perdas.

No primeiro trimestre, o aplicativo de transportes registrou EBITDA negativo de US$ 520 milhões (prejuízo antes de impostos, depreciações e amortizações). No segundo trimestre, a situação da Uber piorou: as perdas subiram para US$ 750 milhões, incluindo US$ 100 milhões nos Estados Unidos. Isso significa um total de perdas em torno de US$ 1,27 bilhão.

Por que esse nível de prejuízos? São os subsídios aos motoristas que trabalham com o aplicativo, segundo justificou Gupta aos investidores. Não é por acaso que a empresa está investindo forte em carros autônomos, que dispensariam parcial ou totalmente um motorista humano.

A Uber é ainda uma empresa privada, que não está obrigada a revelar publicamente seus resultados financeiros, mas costuma realizar conferências trimestrais com seus investidores. Esse nível de perdas numa empresa tecnológica, no entanto, é alarmante, dizem analistas. Por outro lado, o negócio da Uber tem crescido a bom ritmo – só entre o primeiro e segundo trimestres desse ano o número de viagens reservadas através do app cresceu 18%, de US$ 960 milhões para US$ 1,1 bilhão.

A Bloomberg nota que, com sete anos de existência, o Uber já perdeu US$ 4 bilhões – metade dos quais em 2015. A expansão da empresa californiana não vem sem um custo grande, e quase inédito no setor tecnológico. Ainda assim, os analistas esperam que essas perdas diminuam na segunda metade do ano.


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