Blockchain, saúde e computação cognitiva são foco no IBM Edge 2016

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Inovação é o tema do dia na abertura do IBM Edge 2016, a conferência de infraestrutura de TI da gigante norte-americana. Na primeira sessão, o vice-presidente de IBM Systems, Tom Rosamilia, falou das prioridades da companhia. E são várias.

*em Las Vegas

“Nossa jornada na IBM se centra em soluções cognitivas, entregues em uma plataforma na nuvem com o contexto certo da indústria”, afirmou o vice-presidente de IBM Systems, Tom Rosamilia no painel de abertura do IBM Edge 2016. Nessa sessão, Rosamilia focou no segmento da saúde, na explosão da tecnologia blockchain e nas capacidades cognitivas que a IBM vem lançando.

“Estamos tentando transformar o setor da saúde. Não estávamos nesse negócio antes”, ressaltou. A saúde é um dos segmentos que “mais precisa de mudança”, complementou, e a IBM quer ajudar nessa evolução: das 30 aquisições que a companhia fez nos últimos 3 anos, a maior parte foi exatamente nesse setor.

Então, o que a IBM quer mostrar no Edge 2016, que decorre essa semana em Las Vegas? A “arquitetura do futuro.” Ela é composta por três pilares: inovação tecnológica, inovação colaborativa e inovação nos modelos de negócio.

Tecnologia

“90% de todos os dados foram criados nos últimos dois anos. Desses, 80% não estão estruturados e 60% são irrelevantes”, revelou Rosamilia. “Dar sentido a enormes volumes de informação e agir sobre a oportunidade ou a ameaça dos mesmos é crítico.”

O vice-presidente focou sua atenção na tecnologia blockchain, que está por detrás da moeda virtual Bitcoin, e disse que todo mundo deveria olhar para isso. “A blockchain é uma tecnologia maravilhosa que irá influenciar muitas indústrias”, ditou o executivo, em referência aos setores financeiro, logístico, gerenciamento digital, entre outros. A IBM tem já 30 provas de conceito com clientes e está buscando aumentar essa rede.

Colaboração

Uma pesquisa do IBV, que faz parte da IBM mas é gerenciado de forma independente, concluiu que 70% dos diretores de experiência de usuário (CXO) planejam expandir suas redes de parceiros. Rosamilia anunciou que a Open Power Foundation, fundada há três anos com apenas cinco membros, tem agora 250 empresas associadas de 26 países. Uma delas é a Canonical, que gere o sistema operacional Ubuntu, e a IBM está prometendo “muitos anúncios” relacionados a Linux no Edge 2016.

Outro parceiro da conferência é a publicação MIT Technology Review.

“A inovação exige um pensamento fora do status quo”, declarou Rosamilia. “Se trata de mudar a forma como trabalhamos, e esses três pilares são importantes para nós.”

A sessão de abertura contou ainda com Ed Walsh, que retornou à IBM no verão e está liderando a unidade de Storage. “Todos os dias, o mundo cria 2.5 exabytes de dados”, exclamou o executivo. “A era da computação cognitiva é impulsionada pelos dados, e big data e analítica não são mais extras, são imperativos de negócio.” Então, concluiu, os sistemas devem ser desenhados para suportar essas cargas cognitivas. “Ter a infraestrutura certa é crítico para usar os dados de forma competitiva.”


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