Brasil tem redução da base de telefonia fixa, mas banda larga continua crescendo

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País perdeu quase 135,6 mil linhas fixas em julho, mas a banda larga fixa continua crescendo no mercado brasileiro e somou ao final de julho 26,3 milhões de conexões.

As concessionárias de telefonia fixa, que concentram 59,31% da base de 42,6 milhões de linhas em serviço no Brasil continuam perdendo base. Só em julho, de acordo com dados da Anatel, as concessionárias desconectaram 92,8 mil linhas. Houve perdas também entre as autorizadas do STFC, que desconectaram outras 42,8 mil linhas, totalizando uma redução total da base brasileira de 135,6 mil linhas em serviço, queda de 31,7% em relação a junho deste ano. Somente a Oi desligou 55,3 mil linhas, enquanto o grupo América Móvel, que reúne Claro/Embratel/Net perdeu outros 38,7 mil telefones fixos.

Mas se a telefonia sofre, o mesmo não se pode dizer da Banda Larga, serviço que se tornou indispensável para o brasileiro. A base total da banda larga fixa no Brasil sustenta crescimento nos últimos sete meses e encerrou o mês de julho com um total de 26.306.859 de acessos em serviço. Foram 169,1 mil adições líquidas no último mês, alta de 0,67% em relação a junho.

Os pequenos provedores de Internet puxaram o crescimento da banda larga fixa, com alta de 2,83% no mês (71,9 mil novos acessos) e totalizaram 2,6 milhões de conexões. Com 41 mil novas conexões, o grupo América Móvil lidera o mercado de banda larga fixa, com 31,66% de market share e base total de 8,3 milhões de acessos em alta velocidade. A Telefônica/Vivo vem em segundo, com 28,33% de participação de mercado e 7,452 milhões de acessos (21,7 mil novos acessos); seguida pela Oi, com 24,33% de share e base de 6,4 milhões de acessos (12,3 mil novas conexões).

Vale destacar ainda a tendência de aumento da velocidade das conexões brasileiras. A maior parte dos acessos ainda é relativamente de baixa velocidade: 37,07% dos acessos ainda estão na faixa de 2 Mbps a 12 Mbps, e outros 26,72% se concentram nas velocidades entre 512 kbps e 2 Mbps. Entretanto, a faixa que vai de 12 Mbps a 34 Mbps já representa 25,46% das conexões de banda larga e foi a faixa que mais ganhou acessos: 174,2 mil adições líquidas. As velocidades acima de 34 Mbps também cresceu, mas ainda representa apenas 6,75% das conexões.


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