Cortes resultantes da fusão Dell EMC não devem chegar ao Brasil

HOME
0 1 Sem Comentários

Fusão concluída na quarta-feira, dia 7, deve gerar entre 2 mil e 3 mil demissões, mas a expectativa para o mercado brasileiro é de atrair novos talentos para impulsionar geração de receitas com as capacidades combinadas no mercado de consumer, pequenas e médias empresas e enterprise.

A maior aquisição de uma empresa de capital privado, um negócio estimado em US$ 60 bilhões foi concluída na quarta-feira, dia 7, quando Dell e EMC deram origem oficialmente à Dell Technologies uma empresa com um total de 140 mil funcionários. A combinação de sinergias das duas empresas deve ocasionar demissões, um corte entre 2 mil e 3 mil funcionários de acordo com reportagem publicada pela Bloomber citando uma fonte familiar ao assunto, mas esses cortes não devem atingir o Brasil.

De acordo com o até então presidente da EMC no País, Carlos Cunha, “pode até haver algumas sobreposições, mas de forma geral não haverá cortes”. “Nosso grande trabalho agora é manter nossos talentos. Mais do que otimizar custos, precisamos gerar novas receitas. Tenho posições para todos (os funcionários)”, garante Cunha. Luis Gonçalves, até o momento presidente da Dell no Brasil, vai além, e diz que a empresa inclusive “tem até vagas abertas”. Ainda não há uma definição de como ficará a liderança da Dell Technologies no país. Por enquanto, Gonçalves e Cunha trabalham lado a lado no comando da nova empresa, dando continuidade ao processo de integração de negócios que teve início há quase um ano, quando do anúncio da compra da EMC pela Dell em 12 de outubro de 2014.

O Brasil é um mercado importante para a Dell Technologies e será um dos poucos que manterá em sua estrutura três unidades principais, a Dell, de PCs, servidores e hardware para o mercado de consumer e pequenos negócios; a Dell EMC para atender sistemas de infraestrutura e serviços de consultoria e suporte com foco em Enterprise e a Dell Technologies propriamente dita, a empresa guarda-chuva com foco em soluções. Essa configuração só se aplica aos maiores mercados da empresa, como no caso também do México, na América Latina, e de China e Índia, na Ásia.

De acordo com Gonçalves, da Dell, o conceito de Federação, em que as empresas Pivotal, VMware e RSA tinham estratégias de atuação independentes, deve ser mantido, mas agora, de forma alinhada. “As estratégias são livres, as empresas continuarão trabalhando de forma independente, mas o que pudermos fazer juntos e melhor, vamos fazer”, explica. O conceito de independência deve se estender à EMC, que mesmo tendo seu capital fechado, manterá sua marca, classificada por Gonçalves como “forte demais” no mercado.

A compra da EMC pela Dell é o reflexo da transformação da empresa como fornecedor do futuro digital na 4a revolução industrial, a digitalização dos negócios. “O futuro digital passa pela transformação da TI nas empresas, pela transformação da força de trabalho, e pela transformação da segurança. Mas para que isso aconteça é preciso a transformação também do fornecedor e não vejo mais ninguém fazendo isso além da Dell”, afirmou Cunha, da EMC.

Não há, no momento, nenhum plano de descontinuidade linhas de produtos, nem planos para alterar o modelo de fabricação de equipamentos. A Dell mantém a planta de Hortolândia/SP e os equipamentos EMC devem continuar sendo produzidos de forma terceirizada, com manutenção dos Processos Produtivos Básicos de ambas as companhias.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor