Fórum Dell EMC “acalmou” o mercado no pós-aquisição

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“O Brasil continua sendo um dos mercados mais importantes para a Dell Technologies em todo o mundo”. Foi com esta afirmação que Luis Gonçalves, líder da Dell EMC no nosso país, “sossegou” toda a plateia que veio assistir à 1ª edição do Dell EMC Forum, um evento que teve como tema “Deixe a Transformação Começar”.

A primeira edição do Forum após a fusão das Dell e EMC, formando a Dell Technologies, decorreu hoje na capital Paulista e discutiu a redefinição da tecnologia para atender às novas exigências de um mundo conectado, móvel e digital, por meio de soluções inovadoras capazes de modificar a TI e os negócios.

“Independentemente da situação que tenhamos enfrentado nos últimos anos, o Brasil continua a ser um mercado de grande potencial, onde a tecnologia pode ter um papel imprescindível no avanço, desenvolvimento e eliminação da distância, às vezes abissal, frente aos países desenvolvidos”, disse Luis Gonçalves.

Tanto assim que, disse estes responsável na sua nota de abertura, a Dell tem vindo a reforçar o seu investimento neste país. “Hoje, segundo a IDC, somos líderes em PC, em servidores, em virtualização e, em todo o mundo, líderes em storage. Temos uma posição de liderança em vários setores fundamentais para construir soluções de ponta-a-ponta”.

Aliás, Luis Gonçalves acrescenta ainda que a empresa lidera não só o mercado doméstico como o corporativo.

O investimento das marcas no Brasil passa, por exemplo, por um centro de desenvolvimento da EMC no Rio de Janeiro voltado para as pesquisas nas áreas mais promissoras dos setores das TI: Big Data e Analytics. “E a Dell tem um centro de desenvolvimento no Rio Grande Sul onde mais de 600 pessoas desenvolvem aplicações quer para uso interno, quer externo”, disse Luis Gonçalves, acrescentando a combinação dessas duas capacidades vai levar soluções inovadoras para os clientes baseadas nestas tecnologias que, até então, eram novidade.

O executivo assegurou ainda que as capacidades fabris das duas marcas são complementares e que, hoje, no Brasil, existe produção desde o armazenamento até ao notebook mais moderno da Dell. “As nossas capacidades se complementam e a forma de atingir os nossos clientes também. Temos uma força de vendas capacitada para vender desde ao usuário doméstico até àquele clientes corporativo mais complexo”. De resto, algo que a empresa apresentou como uma mais-valia na altura da aquisição da EMC pela Dell.

“Temos agora a combinação de uma empresa que traz no seu DNA a incubação de inovações com uma empresa que tem a capacidade de expandir o alcance dessas inovações. Esta aliança vai realmente entregar para os nossos clientes competências nunca vistas antes. Somos uma empresa relevante do ponto de vista de escala experiência e, principalmente, inovação. Estamos no início de uma nova era”.

Vamos deixar a transformação começar

Estamos no mundo do futuro digital. E Carlos Cunha, líder da Dell EMC, até admite já não saber se esse termo é válido. “Acho que o presente é digital, não o futuro”, mencionou o antigo líder da casa EMC no Brasil. Até porque, explicou na abertura do evento, as aplicações que hoje existem, efetivamente inovadoras, até disruptivas, podem fazer-nos pensar que o presente já é realmente digital. “O termo acaba por só ser válido porque ainda vai alavancar muito, sobretudo quando pensamos da Internet das Coisas”.

Um futuro digital que, para este executivo, traz três desafios para os clientes, três grandes transformações. A primeira é a própria transformação das TI garantindo a modernização, a otimização da infraestrutura, tanto das aplicações legado, que ainda são importantes, como começar a aumentar o investimento nas aplicações nativas em cloud.

A segunda grande transformação é da força de trabalho, que cada vez é mais exigente. “Hoje em dia, um indivíduo não aceita mais tempo de resposta. Não aceita trabalhar se não do lado da mobilidade, na distância de um clique. Por isso, a exigência aumentou muito e a produtividade e a eficiência pode aumentar ainda mais”.

A terceira transformação é a da segurança, que deixa de ser dentro das quatro paredes de vidro do nosso antigo datacenter e passa para o indivíduo. “A preocupação com a segurança passa a ser preditiva e prescritiva. Não está apenas só de um lado”.

Mas ainda há, nas palavras de Carlos Cunha, uma quarta transformação. A transformação dos próprios fornecedores que têm de estar aptos a apoiar os clientes e a trabalhar essas três grandes transformações. “E foi exactamente isso que esta empresa conseguiu com o anúncio de há quinze dias”, disse o executivo aludindo à fusão entre as duas marcas. “A Dell Technology é precisamente isto. Transformou-se para estar apta a atender os clientes nestas três grandes transformações”.


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