Entrevista da semana: “O armazenamento está sofrendo uma grande mudança”, diz IBM

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O grande responsável pela divisão de Armazenamento e Arquitetura Definida por Software da IBM, Ed Walsh, foi um dos oradores do evento de sistemas da gigante em Las Vegas, IBM Edge. Conversamos com o executivo para saber o quê a IBM está preparando em storage e como vê a região LATAM.

*em Las Vegas

B!Tmag – Quais suas prioridades esse ano?

Ed Walsh – Penso que a oportunidade é ajudar as empresas a transitar para essa nova era de mudanças dinâmicas na TI. O armazenamento está sofrendo uma grande mudança. Nosso portfólio será focado em ajudar as empresas a irem de um ponto ao outro, modernizar e transformar. Todo mundo tem infraestruturas tradicionais, e precisa que a gente modernize esse ambiente, reduza o custo e adicione automação, liberando dólares mas também pessoas. Liberar esses trabalhadores de tarefas mundanas.

E onde está o crescimento?

Temos um alinhamento muito completo nesse momento, que permite fazer tudo isso em tempo real. Passamos muito tempo com clientes explicando o que a gente tem. As duas áreas em que estamos investindo sãp Flash e Arquitetura Definida por Software (software-defined).

O Flash você pode pensar que é armazenamento rápido, para high-end, mas é incrível ver as economias que traz nas operações. Os aplicativos correm mais rápido, são mais estáveis. Também permite poupar nos servidores, bases de dados, não precisa mais tanta capacidade. Estamos vendo Flash em todos os fluxos de trabalho, não apenas high-end, porque poupa em termos operacionais e de dinheiro. Estamos vendo um grande crescimento. Por isso que estamos colocando Flash também no low-end.

A segunda aposta é em software-defined. Quando falamos de nuvem híbrida, talvez você não possa subir todo seu sistema. Então a gente está construindo nossas soluções primeiro com software e entregamos num formato de sistema. Mas também pode pegar o mesmo software com que construímos esses grandes sistemas e implantar em seu próprio hardware comoditizado, Intel ou Power. Os clientes não sabem para onde irão no futuro, e a gente diz que eles não têm que escolher. Podemos oferecer o software que está dentro da solução, mas no futuro, quando você subir na nuvem, não terá problemas de interoperabilidade. As grandes contas querem ter software-defined agora. Pegamos nossos produtos software-defined e os colocamos num pacote, a Spectrum Suite. Isso permite flexibilidade.

Como vocês ajudam na transformação do negócio?

Os clientes nos perguntam o tempo todo como conseguirão valor a partir de seus dados. Eles estão tentando pegar essa nova geração de projetos, software-defined, e entender como preparar o negócio para analítica. O que a gente faz é colocar tudo junto, usar o mesmo hardware, permitindo usar isso como uma rede de armazenamento computacional. O Spectrum Compute permite correr todos esses fluxos, Hadoop, Cassandra, Spark… É uma rede de hardware comoditizado em que você pode rodar todos os aplicativos que necessita.

O que vocês estão fazendo no espaço das pequenas e médias empresas?

Nos grandes centros de dados, temos 18 dos maiores 20. Por quê? Porque a tecnologia permite a melhor disponibilidade e performance. Estamos investindo no mainframe.

Nas pequenas e médias empresas, usamos nossos parceiros. Tudo o que você pode comprar de mim, software, solução, serviço, fazemos por canal. Esse negócio está crescendo muito no último ano.

As pequenas empresas têm os mesmos desafios que as grandes. Mas apenas em escalas diferentes. Elas estão tentando modernizar o que têm, reduzir custo, liberar pessoas de processos manuais, para poder gastar tempo e dinheiro melhorando seu negócio. A mesma estratégia se aplica, essa é a mensagem.

Na IoT, que precisa muito de storage, como vocês ajudam as empresas?

Machine-to-machine, ou seja Internet das Coisas, faz surgir um monte de desafios de armazenamento. São muitos dados, e vocês vão ver a gente trabalhando especificamente com aplicativos IoT que lidam com “keystores”. Pesquisamos como fazer trilhões de transações por dia: você precisa tecnologia e analítica, algo em que a gente vai se focar no futuro.

Ademais, temos de ajudar as pessoas a distinguirem entre “bons dados” e “maus dados”. Vamos colocar esses dados numa plataforma com eficiência de custo e depois você precisará de analítica para olhar nesses fluxos.

Quanto a ciclo de vida, não sei se a gente sabe como será. A IoT, que é sempre máquina-a-máquina, é um grande investimento para a IBM no geral, não apenas de armazenamento. Tem muitos dados, que chegam muito rápido.


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