Oi critica bondholders e afirma que não tem controlador ou acordo de acionistas

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Em nota à imprensa, o conselho da Oi rebateu as alegações do grupo de credores de que o plano buscava claramente “enriquecer” os atuais acionistas majoritários, oferecendo a eles o perdão de R$ 22 bilhões em dívidas.

O conselho de administração da Oi não ficou nem um pouco feliz com a divulgação à imprensa da rejeição do Plano de Recuperação Judicial da operadora brasileira por parte dos credores detentores de bonds da companhia (bondholders). Em nota também à imprensa, o conselho da Oi rebateu as alegações do grupo de credores de que o plano buscava claramente “enriquecer” os atuais acionistas majoritários, oferecendo a eles o perdão de R$ 22 bilhões em dívidas. A nota visa esclarecer que a Oi “não possui controlador, acionista majoritário ou acordo de acionistas” e reforça que “os membros do conselho foram eleitos legitimamente, seguindo todos os ritos de governança previstos na legislação” e seus representantes “atuam de boa-fé visando defender os interesses da Oi”.

A nota ressalta ainda que o plano foi aprovado em reunião formal do conselho de administração e que sua elaboração e aprovação “cumpriram as previsões legais”. Para a Oi, as discussões sobre o plano “devem ocorrer dentro dos processos formais da Recuperação Judicial, cabendo aos credores, como prevê a lei, decidir em assembleia sobre aceitação do Plano”, numa clara crítica à manifestação pública dos bondholders da semana passada.

Renúncia de conselheiro

Também nesta segunda-feira, dia 11, a Oi comunicou o mercado por meio de fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a renúncia de Marcos Grodetzky ao cargo no conselho de administração da operadora. O pedido de renúncia fora feito ainda na sexta-feira, encerrando antecipadamente o mandato que teria até 2018 substituindo a conselheira Robin Bienenstock, que renunciou quando da saída de Bayard Gontijo da presidência da Oi em junho. Sem suplente para a cadeira de Grodetzky, o movimento pode ser um indício de que a Pharol (ex-Portugal Telecom) e o fundo Société Mondiale (ligado ao empresário Nelson Tanure) estão chegando a um acordo para a composição de um novo conselho.

 


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