Oi: situação financeira e operacional em deterioração

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Relatório dos administradores judiciais da Oi aponta para deterioração da situação de endividamento da operadora brasileira, tanto “tanto financeiro quanto operacional e nos aspectos litigiosos e regulatórios.

A PricewaterhouseCoopers (PwC) e o Escritório de Advocacia Arnoldo Wald, os administradores da Oi durante o processo de recuperação judicial por que passa a operadora brasileira, emitiram nesta segunda, 26, um relatório que aponta para a “deterioração da posição de endividamento” da tele. Analisando as informações recebidas, eles alertam para uma piora do cenário tanto do ponto de vista “financeiro (empréstimos e financiamentos) quanto operacional (contas a pagar) e nos aspectos litigiosos (valores a pagar de natureza jurídica e retenções a título de depósito judicial) e regulatórios (multas administrativas)”.

Redução nas receitas de certos serviços, aumento desproporcional de alguns custos e investimentos obrigatórios para manutenção e expansão da rede também estão contribuindo para a piora no cenário, “consumindo caixa operacional gerado”.

Os administradores também detalharam os valores devidos a credores dos mais de R$ 65 bilhões que a Oi acumula em dívidas. Vale observar que boa parte dos valores, um total de mais de R$ 46 bilhões, são devidos a 19 credores quirográficos, da classe 3, que incluem não apenas os bancos e fornecedores, mas também os valores devidos à Anatel. Só a Anatel tem a receber R$ 11,092 bilhões da Oi.

Confira abaixo a lista completa de credores da operadora:

Credores da Oi


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