Softex projeta crescimento de 12% na exportação de software

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A Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro – Softex projeta para 2016 um crescimento de 12% na exportação de software. A evolução segue a tendência de 2015, em que as exportações das empresas do Projeto Setorial da Softex atingiram R$ 1,9 bilhão.

A Softex é gestora do Programa para Promoção da Excelência do Software Brasileiro, considerado prioritário pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Em 2015, as 158 empresas integrantes do projeto de promoção de exportações do setor de software e serviços de TI, desenvolvido em parceria pela Softex com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), colaboraram com a quantia de R$ 1,9 bilhão para a balança comercial do país.

A entidade afirma que o Brasil tem “lugar garantido” entre os maiores mercados de software e serviços de TI do mundo. Nesse momento, o país conta com cerca de 90 mil empresas de software e serviços de TI que geraram, em 2015, algo em torno de R$ 100 bilhões em receita líquida, mantendo 600 mil postos diretos de trabalho. No ano passado, as companhias nacionais desse segmento exportaram cerca de R$ 4 bilhões, segundo estimativa do Observatório Softex, unidade de estudo e pesquisa da entidade.

“Esse valor representa um incremento de 41% em relação ao ano anterior, mesmo levando em consideração a variação cambial do período, o equivalente a 45% do total exportado pelo setor”, afirma Guilherme Amorim, gestor da área Internacional da Softex.

Um dos projetos mais importantes conduzidos pela Softex é a transformação das companhias nacionais de TI em players globais. Para atingir esse resultado, no ano passado a área Internacional implementou 26 ações de promoção comercial e analisou o potencial de internacionalização de 526 empresas entre janeiro de 2014 a julho deste ano.

De acordo com análises levantadas pelo corpo técnico do projeto, é possível identificar relação direta entre crescimento (CAGR) e atuação no mercado externo, pois as empresas que mais incrementam seu faturamento são justamente aquelas que mais exportam. As 20 empresas scale ups analisadas e atuantes no exterior cresceram aproximadamente 20% no consolidado do período de 2011 a 2015.

“Como cerca de 90% das empresas do projeto são de porte pequeno e médio, com equipe enxuta ou com poucos recursos para investir na expansão internacional, ao longo do último ano procuramos fornecer uma butique de soluções de baixo custo e atalhos para a internacionalização”, explica Guilherme Amorim. O objetivo é desenvolver junto às empresas de TI estratégias mais ágeis e lean de go to market, por meio de modelagens de negócios – o empresário que busca o mercado global pode decidir em dias o que ele levaria meses para definir em sua estratégia. Foi essa abordagem que fez com que a Softex passasse de 158 para 202 empresas participantes. “Projetamos para este ano um aumento da ordem de 12% no valor das vendas de software e de serviços de TI no exterior”, revela o executivo.

Iniciado em 2005, o projeto setorial tem o objetivo de gerar novas oportunidades de negócios no mercado internacional para as companhias brasileiras participantes, ampliar o volume de exportações do setor, aumentar a exposição da indústria da indústria brasileira de TI e fortalecer a imagem do Brasil como um centro mundial de excelência no setor.

Segundo a consultora Gartner, a indústria continuará a crescer no Brasil “a uma taxa anual média de 4,6% para software e de 3,3% para serviços de TI” até 2019, lembra Diônes Lima, vice-presidente de operações (COO) da Softex.

São também parceiros na iniciativa unidades autônomas integrantes do Sistema Softex que oferecem apoio a empresas de software e serviços de TI em diversas regiões do país, o MCTIC e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


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