BullGuard: 185 milhões de dispositivos conectados em risco de ataque

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Após o ciberataque que derrubou dezenas de grandes sites na semana passada, a especialista em segurança BullGuard está divulgando resultados preocupantes de dados recolhidos por uma de suas ferramentas.

IoT Scanner da BullGuard, uma ferramenta gratuita que permite aos usuários verificarem se seus dispositivos conectados estão seguros, sugere que o ataque distribuído de negação de serviço (DDoS) de sexta-feira é apenas a ponta do iceberg. Esse ataque, que atingiu a provedora Dyn, foi comandando sobretudo com recurso a webcams e outros aparelhos com fracas barreiras de segurança.

A BullGuard calcula que quase 200 milhões desses aparelhos possam ser usados em um outro ataque. Eis como chegou nesse número: até agora, mais de 100 mil endereços IP foram scaneados pelos usuários através do IoT Scanner. Desses, 4,6% revelaram vulnerabilidades. “É a escala da Internet das Coisas que torna essa porcentagem tão preocupante”, explica a BullGuard.

Uma vez que existem 4 bilhões de dispositivos conectados no mundo,  transposição dessa porcentagem equivale mais ou menos a 185 milhões de aparelhos vulneráveis. É uma magnitude bem maior que aquela que causou problemas na semana passada e “só” precisou de algumas dezenas de milhares.

Agora olhe para o que os especialistas preveem: 50 bilhões de dispositivos conectados em 2020. É mais que um exército de bots, é um tremendo risco cotidiano se nada for feito.

“Apesar de que a Internet das Coisas ainda está em sua infância, esse ataque mostra quanto uma pequena proporção de dispositivos pode causar preocupações reais”, afirma Paul Lipman, CEO da BullGuard.

“Tivemos sorte por esse incidente ter sido relativamente benigno, mas é um lembrete de que a segurança não pode ser um pensamento a posteriori nesse mercado emergente”, avisa. “Queremos pedir às pessoas que seja vigilantes e tomem os passos necessários para garantirem que medidas básicas de segurança são efetuadas.”

Tanto os produtores de hardware como os provedores de serviço precisam se alertar para esse fato: a ascensão da Internet das Coisas está acontecendo agora e os cibercriminosos passaram a ter uma plataforma que lhes permite lançar ataques coordenados, em uma escala sem precedentes.


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