Com vendas em queda, lucro da Ericsson despenca 93% no trimestre

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Lucro operacional quase desapareceu e, como resultado, fornecedora sueca deve aprofundar corte de custos, com mais demissões à vista. A agência Moody’s, por sua vez, cortou a nota de crédito da Ericsson de Baa1 para Baa2, apenas dois níveis acima do patamar especulativo “junk”.

Com queda de 14% nas vendas do terceiro trimestre de 2016 em relação a igual período do ano passado, a Ericsson viu seu lucro praticamente desaparecer, com uma queda de 93% na comparação anual entre trimestres. O lucro operacional caiu de 5,1 bilhões de coroas suecas (US$ 540 bilhões) para apenas 300 milhões de coroas suecas (US$ 34 milhões). As receitas caíram de caindo de US$ 6,73 bilhões para US$ 5,81 bilhões no período.

Em conferência com analistas, Jan Frykhammar, presidente e CEO da Ericsson reconheceu que o resultado é significativamente menor do que o esperado e que a aceleração das tendências negativas do mercado, especialmente no segmento de redes, se aprofundaram. “Nosso programa continuado de redução de custos não foram suficientes para compensar as baixas vendas e margens. Análises mais aprofundadas ainda precisam ser feitas, mas as tendências devem se manter no curto prazo. Continuaremos implementando nosso programa de cortes de custos e reduzindo o custo de vendas”, disse. O executivo deu a entender que tomará medidas para cortar ainda mais custos, ampliando as demissões. No início de outubro a fabricante sueca já havia anunciado a demissão de cerca de 3 mil funcionários.

A Ericsson alega sofrer com a uma fraca demanda entre os meses de abril e julho, especialmente em países como Brasil e Rússia e no Oriente Médio. A empresa também sentiu redução na demanda de projetos de banda larga na Europa.

Como resultado, a agência Moody’s cortou a nota de crétido da Ericsson de Baa1 para Baa2, um rating apenas dois níveis acima do patamar especulativo “junk”.


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