Entidades de defesa do consumidor cobram Samsung por acidentes com o Galaxy Note 7

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A Consumers Internacional (CI), entidade da qual faz parte a brasileira Proteste – Associação de consumidores, critica a forma como recall dos Note 7 eestá sendo feito e cobram medidas para restaurar a confiança do consumidor.

Mesmo tendo anunciado o fim da produção do Galaxy Note 7, o pesadelo da Samsung está longe de terminar. Os prejuízos da fabricante sul-coreana estão estimados em cerca de US$ 17 bilhões, com significativa perda de valor de mercado na bolsa de valores e com sua confiança abalada junto aos consumidores. Agora, a Consumers International (CI), entidade internacional que congrega entidades de defesa do consumidor de todo o mundo, incluindo a brasileira Proteste – Associação de Consumidores, está cobrando da Samsung um plano claro de ação global envolvendo o problema de explosões e incêndios do Galaxy Note 7.

A entidade critica a forma como o recall dos Note 7 está sendo feito e pede que a Samsung ofereça a todos os proprietários de telefones afetados o mesmo tratamento, incluindo reembolsos e a chance de substituir seus dispositivos.

A CI demanda que a Samsung “trate as preocupações dos consumidores de forma clara, com transparência em torno da causa dos problemas; e apresente um plano ambiental para a gestão de resíduos dos telefones”. Sem isso, as entidades de defesa do consumidor acreditam que a Samsung terá dificuldades para recuperar a confiança dos consumidores ou para ser capaz de seguir em frente com esta questão. Elas querem que a fabricante explique publicamente o que aconteceu exatamente para ocorrer essa falha grave na segurança do produto, que não foi identificado em testes antes de ser lançado no mercado e demandam saber também que as práticas estão sendo implementadas para garantir que este ou qualquer outro incidente semelhante não aconteça no futuro.

O Note 7 sequer chegou a ser lançado no Brasil, mas as entidades de defesa do consumidor querem que a Samsung forneça informações de segurança sobre o Galaxy Note7 em todos os mercados, independentemente de onde o telefone foi vendido. Para quem comprou o aparelho em outro país e trouxe para o Brasil, a Proteste recomenda que o cliente pare de usá-lo imediatamente e entre em contato com a empresa para se prevenir de possíveis acidentes.


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