Futurecom 2016: Claro e Ericsson demonstram vídeo 4K em 5G

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Throughput chegou a 4,8 Gbps com antenas MIMO 4 x 4 utilizando agregação de quatro portadoras de 100 MHz na banda de 15 GHz. Testes servem para ajudar a Claro a planejar investimentos em rede para o 5G, que deve ter inicialmente cobertura pontuais, em hotspots ou aplicações de backhaul para offload do 4G.

Há um ano, o grupo América Móvil e a Ericsson assinaram uma parceria para colaborar no desenvolvimento de aplicações com a tecnologia de 5G. Nesta segunda, a fornecedora sueca e a Claro Brasil trouxeram os testes de transmissão de vídeos em 4K sobre uma rede 5G do laboratório para a Futurecom, que acontece esta semana em São Paulo.

Os equipamentos instalados no estande da Ericsson na Futurecom utilizaram a frequência de 15 GHz, confinada ao espaço da feira para evitar interferências com outros serviços, uma vez que este espectro hoje está atribuído pela Anatel para serviços de rádio ponto a ponto. A radiobase foi adaptada com duas placas de 32 antenas cada e quatro portadoras de 100 MHz, somando um bloco de 400 MHz de capacidade com a agregação das portadoras, método hoje utilizado com LTE-Advanced. As antenas têm ainda tecnologia MIMO (multiple input and multiple output) 4 x 4.

Camilla Duarte, arquiteta de soluções da Ericsson Brasil, conta que numa segunda fase a ideia é aumentar a modulação e chegar a velocidades de 12 Gbps, podendo inclusive agregar mais portadoras e mais frequências.

André Sarcinelli, diretor de engenharia da unidade de mercado corporativo da Claro, reconhece que ainda falta muito para que o 5G seja padronizado (a expectativa é de que o standard seja anunciado em 2020) e, consequentemente, que a nova tecnologia seja massificada.

“Da mesma forma como aconteceu com o 3G e com o 4G, esses testes como o de hoje nos ajudam a fazer o planejamento de rede, a cobertura indoor, a adaptação para áreas de alta concentração de demanda, porque o desafio é chegar com a tecnologia (que usa altas frequências e tem menor raio de cobertura) em ambientes internos”, explica Sarcinelli.

O executivo da Claro lembra ainda que embora ainda não haja um padrão, os EUA já indicaram que trabalharão o 5G nas frequências de 28 GHz, enquanto a Europa escolheu a faixa de espectro de 15 GHz. As duas frequências já estão ocupadas no Brasil, atribuídas a outros serviços, mas Sarcinelli ressalta que testes como estes são importantes para incentivar a Anatel a estudar o quanto antes o caminho a ser seguido pelo Brasil com atribuição de faixas que garantam escala à tecnologia 5G por aqui.

Hotspots e backhaul

Sarcinelli avalia que a cobertura de 5G no Brasil deve ser pontual, em hotspots com small cells para capacidade indoor, voltada inicialmente para a oferta de links dedicados para o mercado corporativo. “O 5G vai entrar na mesma tendência do 4G, dedicada a hotspots em áreas de grande concentração de demanda e para empresas que têm demandas por links dedicados de até 5 Gbps mas que não estão cobertas por redes fixas de fibra”, diz. Outra opção é o uso do 5G como backhaul para escoamento de tráfego do 4G, onde também não houver conectividade de fibra óptica.

 


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