Futurecom 2016: Vivo descarta eventual compra de ativos da Oi

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Amos Genish, presidente da operadora, também se mostrou um tanto quanto cético com relação ao sucesso da redução da carga tributária sobre o setor, com o que o ministro Kassab se comprometeu na noite de segunda.

O presidente da Telefônica/Vivo, Amos Genish, descartou a Vivo como uma potencial interessada na eventual aquisição de ativos da Oi, atualmente em processo de recuperação judicial. Em entrevista à imprensa nesta terça, 18, o executivo afirmou que a Vivo não quer nem acredita que a “Oi chegará ao ponto de vender ativos” e que, “se houver venda de ativos, a Vivo não está interessada”. Ele considera que o mercado precisa de uma empresa como a Oi e foi enfático ao dizer que o Brasil não tem excesso de competidoras. “Temos interesse em continuar crescendo de maneira orgânica e se formos fazer alguma aquisição será de uma empresa de inovação, para completar e acelerar nossos negócios digitais”, pontua. Ele conclui: “A Oi vai sair do processo de recuperação judicial como uma empresa forte, preparada para atuar no mercado”.

Genish reclamou ainda do excesso da carga tributária brasileira, que custa em média 43% do valor dos serviços. Sobre o compromisso assumido publicamente pelo ministro Gilberto Kassab de trabalhar para reduzir a carga tributária, o presidente da Vivo disse apenas que o ministro ouviu o setor “com simpatia, mas nada mais do que isto”, mostrando-se um tanto quanto cético.


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