Lucro da Yahoo supera previsões em meio a fusão com Verizon

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A Yahoo navegou um trimestre tumultuoso com uma surpreendente subida nos lucros líquidos, que atingiram US$162,8 milhões, ou 17 cêntimos por ação, mais do dobro quando comparado com os US$ 76,3 milhões um ano antes. Os analistas esperavam algo como 14 cêntimos por ação.

Os números são boas notícias para a Yahoo, que em setembro revelou ter sido vítima do maior hack da história: 500 milhões de contas de usuários acessadas por piratas. Esse ataque havia levantado questões sobre a aquisição da empresa pela Verizon, que poderia buscar um “desconto” na compra de US$ 4,8 bilhões.

No trimestre terminado a 30 de setembro, a receita total da empresa foi de US$1,31 bilhões. Após o fecho do mercado, as ações da empresa valorizaram 1,5% nas trocas fora de horas, o que sinaliza uma boa aceitação do mercado perante os resultados.

“Assumimos total responsabilidade na protecção de nossos usuários e na segurança de sua informação”, afirmou a CEO Marissa Mayer na release dos resultados. “Estamos trabalhando muito para reter sua confiança e emocionados por sua contínua lealdade, como pode ser visto nas tendências de engajamento dos usuários.” Isso porque, segundo dados apresentados pela companhia, houve um crescimento de pageviews e de utilização do email.

Outro sinal positivo para a Yahoo é que a receita dos negócios estratégicos – móvel, vídeo, nativo e publicidade – subiu 24,2% para US$ 524 milhões.

“Em adição a nossos esforços continuados para fortalecer nosso negócio, estamos preparando a integração com a Verizon”, afirmou Mayer, afastando qualquer cenário de que a fusão estaria em risco. “Nos mantemos muito confiantes, não apenas no valor de nosso negócio, mas também no valor que os produtos Yahoo trazem para a vida de nossos usuários.”

Apesar disso, o negócio core da empresa continua sofrendo. A receita derivada das pesquisas caiu 14,1% para US$ 752,5 milhões.

A Verizon pretende combinar os principais negócios da Yahoo (pesquisa, email, mensagens e tecnologias de publicidade) com sua unidade AOL, que comprou em 2015 por US$ 4,4 bilhões. O negócio deverá estar concluído no início de 2017, transformando a Yahoo em uma holding de investimento, com 15% de participação na chinesa Alibaba e 35,5% na Yahoo Japão.


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