Produção do setor eletroeletrônico brasileiro volta a crescer em agosto

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São os primeiros sinais de reação do setor na visão de Humberto Barbato, presidente da associação. “Ainda não temos uma tendência de crescimento sólido. Há oscilações, mas esperamos que o pior momento tenha ficado para trás”.

Dados divulgados nesta quarta, 5, pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) mostram que a produção industrial do setor eletroeletrônico finalmente voltou a crescer no mês de agosto, após amargar perdas por 27 meses consecutivos nas comparações anuais. A alta de agosto foi de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2015.

Segundo a Abinee, o resultado foi impulsionado pela expansão de 7,1% da indústria elétrica, com destaque para o crescimento de 20,5% na produção de pilhas, baterias e acumuladores elétricos; de 9,5% de eletrodomésticos e de 51,4% de outros equipamentos, onde estão classificados aparelhos elétricos de alarme, para proteção contra roubo ou incêndio, eletrodos, escovas e outros artigos de carvão para uso elétrico.

Essa expansão compensou a retração de 3,1% da indústria eletrônica, influenciada pela queda de 10,7% na produção de instrumentos de medida, teste e controle e pela redução de 8,5% nos equipamentos de informática e periféricos.

Houve também retração na comparação ao mês imediatamente anterior – queda de 1,5% em relação a julho deste ano com ajuste sazonal. O resultado interrompeu uma série de cinco resultados positivos consecutivos da produção do setor em relação ao mês imediatamente anterior, mas a Abinee nota que a retração da produção da indústria eletroeletrônica foi inferior à queda da indústria geral, que atingiu -3,8%.

Mas os resultados de agosto são os primeiros sinais de reação do setor na visão de Humberto Barbato, presidente da associação. “Ainda não temos uma tendência de crescimento sólido. Há oscilações, mas esperamos que o pior momento tenha ficado para trás”, declarou em nota à imprensa.

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No acumulado de janeiro a agosto de 2016, a queda na produção industrial do setor chegou a 14,6% na comparação anual com o ano passado, com quedas de 22,8% na indústria eletrônica e de 8% na elétrica. Destaque em especial para a fabricação de equipamentos de informática e periféricos, que despencou 30,1%. Para fins de comparação, o desempenho foi mais acentuado do que o da indústria geral (-8,2%) e o da indústria de transformação (-7,5%).


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