Remessas de assistentes digitais Amazon e Google atingem 3 milhões em 2017

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Agora que a Google revelou seu alto falante Home para competir com o Amazon Echo, a Strategy Analytics prevê que as remessas das duas empresas se aproximem de três milhões de unidades em 2017.

O Google Home (na foto) é um alto falante que escuta os usuários e executa tarefas através da inteligência do Google Assistant. É um concorrente direto do Amazon Echo e ajudará a expandir o mercado de dispositivos para assistentes digitais, diz a Strategy Analytics.

A pesquisa da consultora indica que essa categoria vai crescer rapidamente, atingindo 15,1 milhões de unidades em 2020 – uma progressão incrível se comparada com as 1,8 milhões de unidades vendidas em 2016. Também essa semana, o Gartner publicou uma pesquisa para esse mercado, prevendo que o volume de negócios derivado dos alto falantes para assistentes digitais exploda para US$2,1 bilhões em 2020.

O neófito no mercado, Google Home, será vendido por US$129, menos US$50 que o Amazon Echo. Todavia, a varejista online está oferecendo um pacote com três unidades da versão compacta, Echo Dot, por US$250. “O intuito de ter esse preço baixo é impulsionar a adoção, tornando-o possível que os usuários coloquem um dispositivo Alexa em todas as divisões da casa”, refere a Strategy Analytics.

Um ponto interessante do estudo é que nem a Google nem a Amazon deverão conseguir lucros a partir das vendas do hardware. Mas esse não é o objetivo, de todo. A Amazon quer aumentar as compras online providenciando um interface fácil e familiar, em que o usuário simplesmente “conversa” com a Alexa, através do Echo.

Já o Google está cada vez mais se aproximando do território da Amazon. A companhia já oferece  reserva de voos, por exemplo, e está desenhando um serviço de entregas no próprio dia de vários varejistas, o Google Express. Assim, o Google Home permitirá ao usuário acessar todos esses serviços em linguagem natural, aumentando seu engajamento com a marca.

“A Amazon chegou no mercado primeiro e já vendeu milhões de dispositivos que suportam Alexa”, estabelece Joe Branca, analista sênior do serviço Smart Home Strategies. “Todavia, o mercado está nascendo, e uma presença inicial não garantirá sucesso no longo prazo, especialmente agora que o Google Home oferece alguns benefícios únicos.”

Uma dessas vantagens é a capacidade de reconhecer usuários específicos e oferecer respostas personalizadas, algo que será muito útil em algumas aplicações da casa inteligente. Por outro lado, o Google Home irá suportar áudio sincronizado em todas as divisões da casa e interações com o Chromecast, o dispositivo que conecta na porta HDMI da televisão.

“O Google Home não é muito diferente do Amazon Echo em especificações, mas sua capacidade de controlar qualquer aparelho com cast o torna numa oferta muito atraente para usuários que já têm hardware Google”, complementa David Watkins, diretor de Connected Home Devices.

O Chromecast é talvez o produto de hardware com maior sucesso da Google. A Strategy Analytics calcula que a companhia já vendeu mais de 30 milhões de unidades – e a tecnologia Cast está agora embarcada em um número crescente de alto falantes e outros aparelhos.


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