Vendas de carros autônomos atingem 24 milhões de unidades em 2030

Inovação
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A empresa de pesquisas Berg Insight divulgou um novo estudo sobre o futuro dos carros autônomos, prevendo que o primeiro modelo comercial seja lançado em 2020. A pesquisa aponta para um total de 24 milhões de unidades vendidas por ano em 2030.

Isso significa um ritmo de crescimento anual de 62%, partindo de 200 mil carros autônomos vendidos no primeiro ano, 2020.

Com base nesses números, a Berg Insight calcula que a base instalada de carros autônomos sendo utilizados no mundo atinja 71 milhões em 2030. Mas a empresa nota que, nesse tipo de veículos, não estamos falando de um único tipo de inovação: a tecnologia deve ser vista como uma plataforma para vários tipos de autonomia, em que o envolvimento do motorista será o grande diferenciador.

Ademais, é necessário que várias tecnologias sofisticadas sejam integradas para que um carro possa se auto-dirigir. Por isso, os carros autônomos serão lançados em fases incrementais, com cada vez mais autonomia. A Berg destaca a importância do software de interpretação da informação proveniente dos sensores.

Várias montadoras estão agora envolvidas em projetos que irão adicionar capacidades autônomas a seus veículos. E não são apenas essas empresas, que dominam o mercado; novos players estão entrando, tal como empresas de TI. Google, Uber e Lyft são bons exemplos disso.

A maior parte das montadoras tradicionais estão seguindo uma abordagem incremental, com implantação faseada e gradual de tecnologias. Por seu lado, startups e empresas tecnológicas optam por uma direção mais revolucionária, pretendendo desenvolver carros totalmente autônomos de raiz.

“Os dois caminhos não são contraditórios, visto que diferentes sistemas autônomos são aplicáveis em diversos casos de utilização”, explica Ludvig Barrehag, analista M2M/IoT da Berg Insight. “Vamos continuar vendo desenvolvimento dos dois lados durante alguns anos, até que as duas abordagens comecem a convergir.”

O advento dos carros autônomos terá um enorme impacto na sociedade, diz a Berg. Isso porque, atualmente, os carros tradicionais são dos ativos mais caros e ineficientes que podemos comprar. Quando os carros puderem funcionar continuamente num modelo de serviço e não de posse, “veremos um enorme aumento na taxa de utilização.”

Por outro lado, haverá um aumento da qualidade de vida para pessoas que não podem dirigir, será reduzido o número de mortes em acidentes na estrada e a eficiência do tráfego irá melhorar. “Os benefícios econômicos são vastos – o desafio é ter sucesso em tornar os carros autônomos fiáveis por um preço razoável para permitir sua comercialização”, sublinha a pesquisa. .


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