América Latina pode alocar 1.500 MHz adicionais de espectro para serviços móveis até 2018

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Levantamento da 5G Americas estima que processos em nove países da região somar uma capacidade total de 1.556 MHz para serviços móveis, 56% a mais na capacidade atual de 2.721 MHz na América Latina.

Um levantamento da 5G Americas estima que nos próximos dois anos, nove países da América Latina irão conduzir processos para alocação de espectro radioelétrico para serviços de telecomunicações móveis, adicionando 1.556 MHz de banda dedicada a serviços móveis. Até o momento, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, El Salvador, Honduras, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela já anunciaram publicamente planos para outorga de frequências a serem desenvolvidos até 2018.

A capacidade total de mais de 1.500 MHz foi estimada, segundo a associação, considerando a disponibilidade de faixas e frequências, e processos de atribuição de espectro similares recentes. O montante final de MHz a ser atribuído dependerá, obviamente, das especificações e outros documentos em processos relevantes determinados pelos órgãos competentes.

A 5G Americas ressalta, entretanto, que embora o movimento desses países para atribuição de mais espectro de frequências para a telefonia móvel evidencie interesse do governos latino-americanos em fomentar o desenvolvimento de uma infraestrutura que permita melhores serviços e melhor qualidade, esses benefícios “somente são observados se o espectro entregue às operadoras possa ser utilizado de forma imediata para comercializar serviços móveis. Do contrário, o impacto no desenvolvimento da indústria será nulo até que esteja pronto para o uso”, apontou José Otero, Diretor da 5G Americas para América Latina e Caribe.

Atualmente, a região aloca um total de 2.721 MHz de espectro para telefonia móvel, com média de 339 MHz por país.

As bandas de 700 MHz e de 2,5 GHz são as que mais contemplam estes novos processos de alocação, seguidas pela banda de 1700/2100 GHz, conhecida também como “AWS” (Advanced Wireless Services). Na América Latina, o desenvolvimento da LTE sustenta-se, principalmente, pelas bandas AWS, 1,8 GHz, 1,9 GHz e 2,5 GHz, apresentando variações para cada mercado.


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