Brasil foi 2º país mais atingido por vazamento de dados, diz PSafe

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Através da análise de dados vazados na deepweb, a PSafe constatou que mais de 50 milhões de usuários do mundo todo tiveram seus dados roubados por hackers, expondo inclusive cerca de 20 mil membros de diversos governos. O Brasil foi o segundo país mais atingido.

O vazamento dos dados realizado pelos cibercriminosos impactou fortemente o Brasil, Estados Unidos e México, além de funcionários da NASA, e inclui nome, endereço completo, e-mail e profissão dos usuários, diz a PSafe.

Na análise realizada pelo time de segurança da PSafe, o Brasil aparece em segundo lugar no top 20 dos países mais afetados, atrás apenas dos Estados Unidos, com 1,2 milhão de pessoas encontradas. A empresa alerta que ainda há muito o que ser feito para conscientizar as pessoas sobre segurança no mundo digital e redobrar a proteção é fundamental para evitar transtornos e riscos como esse, que podem trazer consequências e perdas imediatas e a longo prazo.

A deepweb a que a especialista se refere é o espaço da internet onde os hackers divulgam dados sem que seja possível identificá-los. “Apesar de ser um caso que impressiona pelo nível de profundidade das informações extraídas, este é apenas mais um exemplo em meio a tantos ataques de vulnerabilidade que continuam acontecendo”, refere a empresa de segurança e performance móvel.

Recentemente, gigantes do mercado, como Yahoo!, LinkedIn e MySpace tiveram suas bases invadidas e roubadas, causando prejuízos tanto para as companhias quanto para seus usuários.

Nesse cenário, a PSafe traz algumas orientações importantes para os usuários manterem seus dados seguros na internet:

1.Use senhas fortes

Senha fraca é a grande porta de entrada para hackers. Além disso, as pessoas costumam usar as mesmas senhas para tudo e isso faz com que qualquer ataque virtual possa ter acesso a todas as contas do usuário. Usar uma senha forte é o passo número um para garantir a segurança. Para isso, a senha deve contar mais de 10 caracteres, incluindo letras minúsculas e maiúsculas, números e caracteres especiais. Além disso, é importante que o usuário altere a senha regularmente e lembre-se sempre de usar senhas distintas para diferentes contas.

2. Tenha um antivírus certificado no seu smartphone e computador

Nem mesmo todas as precauções existentes podem ser suficientes para proteger o aparelho de ataques cibernéticos. Como ressalta Marco DeMello, CEO da PSafe, “um cérebro biológico não é capaz de se defender de ataques de um cérebro eletrônico.”

3. Cuidado ao usar computadores públicos e redes Wi-Fi abertas

É muito mais fácil um hacker atacar um computador público do que aquele que você usa em sua casa, pois equipamentos de uso compartilhado permitem que qualquer usuário instale arquivos maliciosos, visando roubar os dados de quem acessar na sequência.

O mesmo acontece com as redes Wi-Fi. Assim como as senhas das contas devem ser fortes, as senhas de Wi-Fi também são muito importantes para evitar o acesso de um cibercriminoso. Redes sem senha não possuem nenhum obstáculo que impeça o hacker de acessá-la e, a partir disso, conseguir acesso a todos os devices que estão conectados a esta rede.

4. Tenha cuidado ao se conectar a redes fechadas de empresas

Ao abrir e-mails pessoais, baixar arquivos e conectar aparelhos externos a redes corporativas, o usuário, sem querer, pode levar vírus com ele e, consequentemente, impactar outros usuários conectados. Por isso, é muito importante que o antivírus utilizado pelo usuário esteja instalado corretamente e ativo. Desta forma, ele sempre alertará sobre qualquer tipo de ameaça que houver, evitando o comprometimento dos celulares, computadores e demais equipamentos conectados.


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