Certificado digital impulsiona compartilhamento de dados médicos

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A adoção da assinatura eletrônica por médicos, laboratórios e hospitais tem permitido a migração dos processos de saúde do meio físico para o meio digital e o compartilhamento de informações relacionadas ao paciente entre profissionais de uma mesma instituição e também multiinstituição.

O uso do certificado digital tem crescido muito, principalmente em razão da agenda do governo. De abril de 2015 a abril de 2016 foram emitidos quase seis milhões de certificados digitais, segundo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Em 2015, o mercado de certificação cresceu 28% e, até o final do ano, a expectativa é de um avanço da ordem de 20%.

Esse acesso a prontuários, diagnósticos, atestados e receituários eletrônicos torna bastante célere os procedimentos médicos, segundo Renato Teixeira, diretor de comunicação da autoridade certificadora DOCCLOUD.

“A assinatura digital liberta o médico da dependência de documentos escaneados e de fichas com dados manuscritos para consulta de prontuários. Em papel, a informação não podia ser consultada simultaneamente e ainda havia a possibilidade de equívoco dada à falta de ilegibilidade do documento ou à perda da qualidade em razão do tempo ou modo de arquivamento”, explica Renato Teixeira. “Se para o profissional isso é uma garantia contra equívocos, para o paciente representa a certeza de que seu histórico será fiel às informações clínicas que obteve durante a consulta, exame ou tratamento”, afirma Teixeira.

A segurança é outra característica inerente ao certificado digital. Para Teixeira, a característica vai muito além da garantia de autenticidade – o certificado autentica o usuário em meio virtual e confere validade jurídica aos documentos assinados eletronicamente. “Os processos que antes acumulavam papéis, quando realizados em meio digital são mais fáceis de administrar e mais facilmente rastreáveis, evitando extravios”, diz Teixeira.

Afora o cuidado com o paciente, o certificado digital também pode ser um meio para obter estatísticas no setor da saúde. De acordo com Teixeira, a partir do momento em que as informações estão disponíveis no meio virtual, é possível criar parâmetros de pesquisa e levantar dados para conhecer problemas recorrentes em uma determinada localidade, por exemplo.

Para hospitais, clínicas e laboratórios de diagnósticos, a utilização do certificado também traz vantagens, principalmente as relacionadas à prevenção de fraudes, melhoria na qualidade de atendimento do paciente e dinâmica de crescimento do próprio negócio, que passa a ter a gestão facilitada.

Embora a exigência da adoção da identidade digital esteja relacionada principalmente às empresas, que precisam do certificado para estar em dia com o Fisco, profissionais como contadores e advogados já têm o uso do certificado digital como uma ferramenta de trabalho do dia a dia. “No ambiente jurídico, há fóruns que só aceitam petições eletrônicas, assinadas digitalmente”, afirma Teixeira. Na área da saúde não é diferente: os documentos eletrônicos também precisam da assinatura digital para ter validade jurídica.


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