Dicas para comprar em segurança na Black Friday

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Nesta sexta-feira, 25 de novembro, acontece mais uma Black Friday – um dia de grande queima que surgiu nos Estados Unidos após o feriado de ação de graças e se expandiu um pouco por todo o mundo. No ano passado, a edição da Black Friday no Brasil alcançou seu maior faturamento: R$ 1,6 bilhão em vendas.

Em 2016, a estimativa é de que as vendas subam 30% para R$ 2 bilhões, segundo o BlackFriday.com.br. O tíquete médio será de R$ 500, um aumento de 5%. Mas com maior apetite dos consumidores pelos descontos da Black Friday, também aumentam os perigos de fraude e falhas de segurança.

Cisco já avisou que essa será uma data muito propícia para campanhas de phishing – fraude eletrônica para roubo de arquivos – e malvertising – anúncios mal-intencionados que injetam vírus no computador.  Para este ano, a empresa prevê “um pico no volume de crimes virtuais, principalmente nos malvertising em links para compras e promoções.”

A Kaspersky Lab também emitiu um alerta para o aumento de golpes financeiros nessa Black Friday, avisando que os criminosos brasileiros estão usando SMS e anúncios falsos em redes sociais para atrair suas vítimas.

Ademais, o consumidor pode simplesmente ser enganado por lojas online que não são reputadas. Para evitar problemas na sexta-feira, existem várias dicas que o consumidor deve tomar em consideração. Compartilhamos o que dizem os especialistas.

Cartilha da compra segura – Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico/Braspag

1. Verifique se o site da loja exibe endereço, telefone fixo ou filial física. Observe informações como razão social, CNPJ e confirme esses dados no site da Receita Federal. Se a situação estiver “baixada”, “cancelada” ou “inativa”, desista da compra. Alguns sites não possuem essas informações por conta das políticas da empresa ou formato de comercialização, como é o caso de marketplaces. As lojas com o selo Black Friday Legal 2016 já passaram por essa checagem

2. Pesquise sobre a reputação da loja ou site que você escolheu. O Procon traz uma lista atualizada mensalmente de sites não recomendados

3. Verifique se o produto desejado faz parte da promoção. As lojas virtuais não são obrigadas a colocar todos os seus produtos na promoção. Em vez disso, selecionam alguns itens de seu portfólio. Se a indicação não estiver visível ao selecionar o produto desejado, tente tirar sua dúvida com a loja por meio dos canais de contato disponibilizados no site.

4. Consulte os sites que facilitam a comparação de preços, produtos e serviços. Eles são excelentes fontes de informação, e estão constantemente atualizados.

5. Tenha antivírus, antispyware, firewall e tudo o que for possível para evitar que qualquer usuário mal-intencionado tenha acesso às suas informações.

6. Evite utilizar computadores públicos para as compras, a fim de garantir maior segurança dos seus dados. Lembre-se de que é possível comprar pelo smartphone ou tablet, além do computador convencional.

7. Use sites que tragam serviços de pagamento de renome.

8. Verifique se a loja possui conexão de segurança  nas páginas em que são informados os dados pessoais do cliente como nome, endereço, documentos e número do cartão de crédito. Geralmente essas páginas são iniciadas por http://e o cadeado está ativado (ícone visualizado em uma das extremidades da página). Clique no cadeado e observe se a informação do certificado corresponde ao endereço na barra de navegação do computador.

9. Leia as condições de prazos de entrega e a política de trocas e devoluções antes de finalizar a compra. Se tiver dúvidas, ligue entre em contato com a loja para saná-las.

10. Guarde todas as informações e e-mails referentes à compra, como número do pedido, confirmação de pagamento e código de rastreio do envio.

Kaspersky Lab

– Não clique em links: principalmente os recebidos de desconhecidos, nem em links suspeitos enviados por seus amigos via redes sociais ou email. Eles podem ser maliciosos, criados para baixar malware em seu dispositivo ou para direcioná-lo a páginas de phishing que coletam dados do usuário.

– Desconfie de mensagens SMS e anúncios no Facebook: essa é a mais nova modalidade dos golpistas, que têm usado especialmente as redes sociais para disseminar o golpe. Duvide de supostas ofertas recebidas por SMS. Para confirmar se a oferta exibida na rede social é real, abra o navegador, navegue até o site do varejista e busque o produto anunciado.

Verifique o nome do domínio e o cadeado de segurança: é comum entre phishers o registro de domínios usando o nome de marcas famosas e já conhecidas no mercado, porém mudando uma letra no nome. Dessa forma “sitedecompra.com” se torna “sitedeconpra.com” ou “saitedecompra.com”. Outra dica é verificar se o site possui conexão SSL (o cadeado de segurança), pois raramente sites fraudulentos o exibem.

Cisco Brasil

  • O mercado corporativo deve investir em soluções que previnam ataques nesta data
  • O consumidor final deve adotar tecnologias que barrem campanhas de phishing. As soluções de proteção devem gerar bloqueios de malwares, bots e arquivos de phishing que quebram a barreira dos antivirus e firewalls.

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