Europa se prepara para aprovar compra do LinkedIn pela Microsoft

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A Comissão Europeia se prepara para dar luz verde à aquisição do LinkedIn pela Microsoft, uma compra de US$ 26 bilhões. É o maior negócio de sempre protagonizado pela gigante liderada por Satya Nadella.

De acordo com a agência Reuters, que cita três fontes ligadas ao processo, o negócio será aprovado  após algumas concessões por parte da Microsoft – medidas que servirão para garantir que a fusão não atropela regras de concorrência.

Na semana passada, a Microsoft deu garantias para a Comissão Europeia que permitirá que os rivais do LinkedIn mantenham acesso a seu software e dará opção a fabricantes de hardware para instalarem outras redes profissionais semelhantes.

O cumprimento zeloso dessas condições é importante, dado o histórico entre a Microsoft e a Comissão Europeia: a gigante foi multada pelo regulador diversas vezes por práticas anti-concorrenciais relacionadas ao sistema operacional Windows. O regulador europeu irá decidir sobre o negócio a 6 de dezembro. O Brasil já aprovou a compra, bem como autoridades nos Estados Unidos, Canadá e África do Sul.

Na Europa, as concessões pedidas receberam algumas modificações após feedback de clientes e empresas rivais. A Salesforce, por exemplo, criticou o negócio após ter tentado comprar o LinkedIn e pediu aos reguladores que escrutinassem o processo antes de o aprovar. Em causa questões de segurança, privacidade e concorrência.

A Microsoft irá adicionar a seu portfólio uma nova suite de serviços profissionais, desde marketing a recrutamento – e ao mesmo tempo acessará grandes volumes de informação sobre todo o tipo de empresas. O LinkedIn obteve US$ 3 bilhões de receita anual e a maior parte advém do pagamento de subscrições de serviços para quem procura emprego e quem procura funcionários.


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